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Werdum promete contratar psicólogo após derrota: "Tenho muita ansiedade"

Erica Dezonne/ Ag. Fight
Alexander Volkov nocauteou Fabrício Werdum no 4º round Imagem: Erica Dezonne/ Ag. Fight

Diego Ribas, em Las Vegas (EUA)

Ag. Fight

25/03/2018 08h00

Ex-campeão peso-pesado do Ultimate, o gaúcho Fabrício Werdum foi superado pelo russo Alexander Volkov no combate principal do UFC Londres (Inglaterra), no último sábado (17). O brasileiro chegou a vencer os primeiros assaltos, mas acabou nocauteado no quarto round em uma troca franca de golpes em pé. Passados alguns dias da luta, 'Vai Cavalo' revelou que irá procurar um psicólogo esportivo para ajudá-lo a lidar com os problemas de ansiedade que aponta como a raiz de suas recentes derrotas,

Uma semana depois da derrota e aproveitando do tempo merecido de férias para repensar os equívocos cometidos durante o confronto, Werdum explicou em entrevista exclusiva à reportagem da Ag Fight que cometeu erros semelhantes aos que abriram brechas para sua derrota por nocaute para Stipe Miocic, quando perdeu o cinturão da categoria em maio de 2016, em Curitiba.

"Nitidamente não tive paciência. Foi a emoção de lutar em Curitiba ou a euforia que eu estava (sentindo). Ali (na luta com Miocic) eu perdi totalmente o foco. Na luta contra Volkov eu estava focado, mas essa falta de paciência me atrapalhou. Já perdi outras vezes assim, por causa dessa falta de paciência e de querer acabar a luta rapidamente. Se você notar, todas as lutas que eu perco sou eu quem está atacando. Estava bem no primeiro e no segundo round. Ditei o ritmo da luta o tempo inteiro, normalmente é isso que acontece. Tenho muita ansiedade e vou trabalhar nisso agora. Vou contratar um psicólogo esportivo e fazer algumas coisas que - se tivesse ganhado - não teria visto", relatou o lutador.

Werdum afirma não ter subestimado o oponente - que é ex-campeão do Bellator (segunda maior liga de MMA do mundo) e faixa-marrom de karatê -, mas alega ter se surpreendido com a resiliência e a capacidade de absorção de golpes apresentadas por Volkov. Por isso, Fabrício atribuiu parte da derrota a não ter guardado energia o suficiente para se recuperar antes de aceitar a troca de socos que lhe custou a vitória.

"Não me surpreendeu, sabia que ia ser uma luta duríssima. É um cara grande que tem uma envergadura muito boa. Me surpreendeu bastante a parte da resistência dele. Ele foi um cara que apanhou quieto nos dois primeiros rounds. Botei ele pra baixo com boa facilidade, mas ele fez a parte dele. Apanhou quieto - que é o mais difícil - e depois falou: 'Agora é a minha vez'. Ele foi melhor na parte da trocação em que eu troquei na hora errada. Não deixei voltar minha energia para poder trocar daquele jeito", narrou o gaúcho.

Aos 40 anos de idade e afastado por ordens médicas pelos próximos dois meses por causa da derrota por nocaute, o peso-pesado conta que não considera aposentadoria e já cogita um possível retorno para o segundo semestre de 2018. Para se manter motivado, o veterano alega sempre almejar o cinturão da categoria, que foi seu em 2015 após a finalização sobre Cain Velasquez.

"Tinha pensado em voltar no dia 7 de julho, mas acho que faz parte da minha ansiedade querer voltar assim tão rápido. Já fiz tantas lutas em tão pouco tempo. Agosto ou setembro, de repente. Ainda não tenho isso em mente. Quero descansar e voltar. Em nenhum momento eu pensei aposentadoria ou outra coisa assim. Quero continuar lutando e não tenho data para acabar. Tenho mais duas lutas no meu contrato com o UFC e pretendo renovar o quanto antes. A meta do cinturão eu sempre vou ter. O momento que parar de pensar no cinturão é o momento que vou parar de lutar. Vou ter que fazer umas duas lutas ou até três para entrar na fila. A categoria peso-pesado é bem rasa, então qualquer uma ou duas vitórias bem convincentes já me botam na linha de novo", concluiu 'Vai Cavalo'.

A derrota para Alexander Volkov empurrou Werdum do terceiro para o quinto lugar do ranking da categoria e interrompeu uma série de duas vitórias sobre Walt Harris e Marcin Tybura. Em sua carreira dentro do octógono, o veterano soma dez triunfos e seis reveses. O faixa-preta de jiu-jitsu já bateu grandes nomes do esporte como Rodrigo 'Minotauro', Fedor Emelianenko e Mark Hunt.

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