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Mackenzie estuda mudança de comportamento: "Não posso sorrir o tempo todo"

Isaac Brekken/Getty Images
Mackenzie Dern circula pelo octógono antes da luta contra Ashley Yoder, no UFC 222 Imagem: Isaac Brekken/Getty Images

Diego Ribas, em Las Vegas (EUA)

Ag. Fight

11/04/2018 08h00

Quem acompanha a carreira de Mackenzie Dern já deve estar acostumado com a figura simpática da americana. Sempre sorridente e atenciosa, a peso-palha (52 kg) do UFC parece esbanjar alegria e não muda o semblante nem no momento das encaradas com as adversárias. Situação essa que, na opinião da própria atleta, precisa ser trabalhada. Afinal de contas, um lutador também precisa mostrar o seu lado feroz.

Campeã mundial de jiu-jitsu e do ADCC (uma espécie de Copa do Mundo de submission), Mackenzie teve sua escola na arte suave, onde encaradas e provocações entre atletas não são comuns. Justamente por isso, a americana filha de lutador brasileiro apontou que ainda não consegue entrar nesse tipo de jogo. No entanto, a atleta sugeriu que essa situação pode vir a mudar no futuro.

"Eu acho que, até agora, ainda não tive uma adversária que despertou alguma coisa em mim de eu sentir algo pessoal ou uma raiva. Isso aqui é o meu trabalho. E no jiu-jitsu nós não temos isso de encarar. Eu posso lutar com a mesma menina dez, quinze vezes no mesmo ano. Você se acostuma muito a ver a pessoa. Agora no MMA que estou tentando fazer com que as pessoas me levem a sério. As vezes a pessoa até tenta entrar nesse tipo de jogo mas eu não respondo da mesma forma. Acho que isso até deixa a pessoa ainda mais frustrada. Não é que estou debochando da pessoa, é apenas que estou feliz de estar lá lutando. Eu não vejo a luta como algo pessoal. Mas ainda estou tentando melhorar isso para ter um pouco mais cara de brava, afinal, sendo lutadora não posso ficar sorrindo o tempo inteiro, né? (risos)", afirmou em conversa com a reportagem da Ag. Fight.

Após fazer sua estreia no UFC pouco mais de um mês atrás, Mackenzie contou que já sente uma diferença com relação ao reconhecimento dos fãs. De acordo com a americana, o assédio do público se tornou maior desde que ela subiu pela primeira vez no octógono - situação que serve como um incentivo a mais para a atleta.

"No dia seguinte após a minha luta eu fui em um restaurante e as pessoas já estavam falando, 'É a Mackenzie, que acabou de lutar'. Eu já passei por essa situação antes, mas em locais relacionado ao esporte, como na academia... Mas não assim na rua aqui nos EUA. Então já mudou bastante e eu acho que, daqui para frente, isso só vai aumentar a cada luta. Por enquanto, isso está sendo uma coisa legal. Isso me motiva porque eu vejo o retorno, as pessoas lembraram de mim, me reconheceram. Algo ficou na cabeça das pessoas", declarou.

Escalada para encarar Amanda Cooper no UFC 224, evento marcado para o próximo dia 12 de maio, Mackenzie fez questão de exaltar a oportunidade de lutar no Rio de Janeiro e em um card recheado de estrelas. Isso sem falar que a brasileira terá um fã especial na plateia.

"Eu vou chegar no Rio no dia 6 de maio, uma semana antes da minha luta. E lutar no Rio é muito, muito importante para mim. Essa será a primeira luta que meu pai assistirá ao vivo desde que eu comecei no MMA. Terei meus fãs comigo também - eu tenho mais fãs no Brasil que nos EUA. Então, poder lutar no Rio para o meu pai e meus fãs, representando o Brasil e em um card com Amanda Nunes, Jacaré, Lyoto Machida, Vitor Belfort é muito importante para mim. E também é importante para eu mostrar o meu jiu-jitsu brasileiro. É importante que eu vença essa luta por finalização", ressaltou.

Desde que estreou no MMA em 2006 Mackenzie ainda não sabe o que é perder e venceu todas as seis lutas que disputou. Aos 25 anos de idade, a atleta está escalada para fazer a sua segunda apresentação no Ultimate.

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