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'RDA' lamenta mudança de card e minimiza provocações de Colby Covington

Diego Ribas, em Las Vegas (EUA)

Ag. Fight

16/04/2018 12h44

Prestes a enfrentar Colby Covington pelo cinturão interino dos meio-médios (77 kg), Rafael dos Anjos viu o palco do confronto mudar de uma hora para outra. De acordo com o brasileiro, o contrato foi assinado para disputar o título em maio na cidade do Rio de Janeiro, no UFC 224. No entanto, a confusão criada por Conor McGregor no último dia 5 de abril convenceu a organização do show a transferir o duelo contra o 'Caos' para a edição 225 do torneio - evento marcado para o dia 9 de junho, em Chicago (EUA).

A motivação para a mudança de card foi o risco que seria levar Covington ao Brasil - na última passagem do americano pelo país, o falastrão abusou do 'trash talk', se referiu aos brasileiros como "animais imundos" e sofreu ameaças de morte pelas suas atitudes. Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight, 'RDA' lamentou o confronto longe da sua torcida e minimizou a postura provocadora do seu adversário.

"Essa luta eu assinei para ser no Rio e estava amarradão para voltar a lutar no Rio. Mas depois daquele problema que teve com o McGregor, eles resolveram mudar. Também tem o fato desse cara falar umas besteiras sobre brasileiros, então, eles resolveram mudar para Chicago. Para mim é normal . Essa nova geração tende a querer provocar, querer aparecer. Mas eu faço isso há muitos anos, estou no UFC há muitos anos. A minha parada é chegar lá e lutar", explicou o brasileiro.

Depois de vencer Robbie Lawler por decisão unânime dos juízes laterais na luta principal do UFC Winnipeg - evento realizado em dezembro passado, no Canadá -, Dos Anjos conquistou a oportunidade de ser o próximo desafiante de Tyron Woodley pelo cinturão dos meio-médios. No entanto, o atual campeão da categoria realizou uma cirurgia no ombro no mesmo mês e não aponta uma data definitiva para voltar a defender o seu posto. Esse foi justamente o motivo para RDA aceitar enfrentar Covington pelo título interino.

"Eu entendo o Woodley. Quando eu ainda era campeão também tive essa oportunidade, talvez lutaria com o McGregor, mas quebrei o pé. E ele lutou com o Nate Diaz. Aí eu resolvi lutar com o Eddie Alvarez. Vejo o lado das pessoas também, não podia sentar no cinturão e falar: 'Agora só luto com o McGregor'. E o McGregor falava sobre uma revanche com o Diaz, eu não podia esperar mais de um ano para essa luta", ponderou o número dois do ranking oficial da divisão.

"Acho que é isso que o Woodley está tentando fazer, ele podia ter operado o braço logo depois da última luta dele . Mas ele esperou, esperou, esperou. Me disseram que ele só voltaria a lutar em novembro ou dezembro. Eu não poderia ficar esse tempo parado. Tenho filho e família para cuidar, não poderia ficar um ano sem lutar. E, pelo fato de ele não querer lutar, o UFC colocou esse cinturão interino. Então, eu caí para dentro".

Caso se torne o campeão dos meio-médios, RDA será o primeiro brasileiro a conquistar dois cinturões de categorias diferentes no UFC. Em 2015, Dos Anjos foi o dono do título dos leves e realizou uma defesa bem-sucedida antes de ser derrotado para Eddie Alvarez e perder o posto. Ao longo dos quase 14 anos de carreira, o número dois do ranking oficial da divisão acumula 28 vitórias e nove derrotas.

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