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Lutadora do UFC narra drama durante treinamento sob uso de antidepressivos

Rigel Salazar/ Ag Fight
Julianna Peña revelou que sofreu com diversas mudanças de comportamento Imagem: Rigel Salazar/ Ag Fight

30/05/2018 08h00

Ainda no ano de 2016, quando se preparava para a luta contra Julianna Peña no UFC 200, a americana Cat Zingano sofria em silêncio. Fruto do uso de medicamentos para o combate à depressão, a atleta revelou que sofreu com diversas mudanças de comportamento que não apenas atrapalharam o seu treinamento para o combate, como a performance no octógono em si.

Praticamente dois anos depois, a peso-galo (61 kg), última atleta a ter vencido a atual campeã Amanda Nunes, se sente mais confortável para falar sobre o assunto. Tanto que em entrevista ao podcast 'The Joe Rogan Experience', Zingano relatou que estava muito nervosa durante a preparação para a luta contra Peña, a primeira desde a perda de sua invencibilidade. "Estava me sentindo uma m...", lembrou. A partir daí, uma consulta com o médico deu início ao uso de antidepressivos para abaixar o nível de cortisol em seu corpo.

"Eu me sentia sem ânimo, não estava nem com medo, nem feliz, estava para baixo". De acordo com seu relato, as duas semanas anteriores aos combates são marcadas pelo alto nível de tensão e, devido aos remédios, seu comportamento às vésperas do UFC 200 mudou completamente e a passividade tomou conta dela.

"Eu estava 'ok'. Normalmente, tenho muitas emoções, fico no corner em posição de feto quase chorando. E quando isso acaba a única coisa que quero é matar. Não tive isso, e me deixou nervosa. Não sentia como se estivesse em uma luta. Pude ver o pé do Herb Dean , ouvia os treinadores de Julianna... E isso quebrou meu coração, porque eles treinavam comigo. Isso me machucou de uma forma que eu gostaria de ter palavras para descrever", narrou.

Atual número 6 no ranking do peso-galo, Cat afirmou que pensou em aposentadoria após a derrota, mas que em sua ultima cartada, acabou sendo salva pelo tratamento do endocrinologista californiano Mark Gordon: "Eu fui para esse centro pensando: se eles não conseguirem me consertar, eu estou acabada, terei que me aposentar", desabafou a lutadora.