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Lyoto revela que renda de um só patrocínio no Bellator supera duas lutas da Reebok no UFC

Diego Ribas, em Las Vegas (EUA)

Ag. Fight

14/09/2018 12h10

Anunciado em 2014, o acordo entre UFC e Reebok padronizou os uniformes dos lutadores e limitou fortemente o faturamento dos atletas com patrocínios. Isso porque a entrada da fabricante de material esportivo baniu a exibição de outras marcas na entrada da arena, no octógono e na semana do evento, o que reduziu o interesse de muitas empresas. Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight, Lyoto Machida revelou um dado impressionante sobre o faturamento de um ex-campeão do Ultimate: em publicidade, o valor que o brasileiro vai arrecadar no Bellator é muito maior do que em sua antiga organização.

Lyoto explicou que o contrato com apenas um patrocinador para a sua estreia, contra Rafael Carvalho, em 15 de dezembro, vai superar o que faturava em dois combates no UFC pela Reebok. Em sua última luta pelo Ultimate, o nocaute sobre Vitor Belfort, em maio, o pagamento da empresa de material esportivo foi de 20 mil dólares ? em valores atuais, aproximadamente R$ 84 mil.

"Isso aí eu posso garantir. Apenas uma marca minha já vai bater o que eu fazia em duas lutas com a Reebok de patrocínio. O valor financeiro, para a gente que é atleta, é muito importante, essa parte de patrocinador. Não somente contribuir financeiramente, mas você poder contribuir também com a marca que te patrocina, divulgar, entrar como se fosse algo natural do esporte. E, financeiramente falando, como eu falei, as portas vão se abrir", declarou.

Apesar de ressaltar que não reclama da época em que estava no UFC, Machida não negou que está mais feliz no Bellator. Ele afirmou que não pretende encher seu material de luta de marcas, mas espera garantir apoios suficientes para manter o alto nível de treino e preparação em geral.

"Não posso deixar de falar também que estou muito feliz pelo Bellator ter essa abertura de patrocínios. Se eu defendo uma marca, eu quero mostrar a minha marca. Se eu defendo a minha bandeira, que é o Machida Caratê, quero levar no meu kimono, quero ter essa liberdade, não é só financeiramente que estou falando. Você poder defender sua marca, entrar de kimono, fazer as coisas diferentes da época do UFC... E infelizmente isso foi banido lá. Então, poder contribuir com as marcas, retribuir de alguma forma o apoio do meu patrocínio é fundamental", disse.

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