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Pivô de briga no UFC 229 já foi expulso de academia por mau comportamento

Ag. Fight

12/10/2018 07h00

É praticamente impossível destacar um culpado pela briga que manchou o UFC 229, no último sábado, entre as equipes de Khabib Nurmagomedov e Conor McGregor. O irlandês, com suas provocações, e o russo, que perdeu a cabeça, são donos de parte da responsabilidade pela confusão. Mas o estopim da pancadaria tem nome: Dillon Danis. O lutador do Bellator e companheiro do 'Notorious' pode ser visto, nas imagens do entrevero, chamando o campeão peso-leve (70 kg) para a briga, pouco antes de 'Eagle' pular para fora do cage e saltar em uma voadora contra o americano. E não é a primeira vez que um comportamento reprovável do atleta de 25 anos vem a público.

Nascido em Nova Jersey, Danis formou-se como especialista em jiu-jitsu na academia Alliance, do brasileiro Marcelo Garcia, em Nova York. De quimono e sem, conquistou títulos como o Pan-Americano de 2013 e 2014 e o Mundial de 2014, todos na faixa marrom. Em 2015, obteve a faixa preta, com a qual ganhou o Pan-Americano sem quimono de 2016.

Neste mesmo ano, Dillon tornou-se um dos técnicos mais conhecidos dentro da equipe de Conor, muito por causa da preparação do irlandês para a revanche contra Nate Diaz, no UFC 202. Talvez contagiado pela personalidade marcante de McGregor, Danis ganhou notoriedade nas redes sociais, trocando constantes farpas com lutadores de MMA.

Em 2017, 'El Jefe' foi expulso do time de Marcelo Garcia por comportamento inadequado. Segundo declarou o treinador brasileiro à época, Dillon e Mansher Kera, outro faixa-preta da academia, não reproduziam os valores pregados pelo ex-lutador. Sem especificar a quem se referia, Garcia ainda mencionou atletas que "focam muito em redes sociais e fama", deixando claro que Danis e Kera se envolveram em incidentes que o desagradaram.

Na oportunidade, o companheiro de Conor tentou justificar a situação e afirmou que não havia sido a primeira desavença com Garcia. Embora tenha tratado a punição como uma suspensão, o lutador disse que não pretendia voltar à academia. "Eu amo Marcelo até a morte e não falarei nada mal sobre ele. Ainda o amo, ele foi como um pai. É difícil falar sobre isso. Tiveram muitas noites em que eu chorei. (...) Tivemos muitas diferenças porque ele quer que você seja exatamente igual a ele - ele quer que você esteja sorrindo o tempo todo", falou, durante entrevista ao programa 'The MMA Hour'.

Quando deixou a academia, Danis já havia fechado contrato com o Bellator, organização com a qual ainda está vinculado e na qual fez sua estreia no MMA, em abril deste ano, finalizando Kyle Walker. Durante a semana do combate, 'El Jefe' chamou a atenção por seu estilo marrento e o figurino extravagante, muito parecido com o de McGregor.

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