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Ex-campeã critica excesso de provocações no UFC: "Virou um circo"

Mark J. Rebilas/USA Today
Imagem: Mark J. Rebilas/USA Today

15/11/2018 06h00

Após ser anunciada como vice-presidente do ONE Championship, a ex-campeã do UFC Miesha Tate destacou os motivos que a fizeram aceitar o convite de integrar a liga asiática. Em entrevista ao programa 'The MMA Hour', na última segunda-feira (12), 'Cupcake' apontou que a sua nova casa valoriza mais o que ocorre dentro do octógono do que fora dele, diferentemente do que supostamente ocorre hoje com o Ultimate, classificado como "um circo" pela americana.

O recente episódio no UFC 229, em que Khabib Nurmagomedov partiu para cima da equipe de Conor McGregor após meses de intensa provocação do irlandês, foi relembrado por Tate como algo que entretém parte do público, mas que foge dos valores primários das artes marciais. A ex-campeã peso-galo (61 kg) do Ultimate ainda criticou a cultura do 'trash talk', citando, inclusive, a antiga rival Ronda Rousey.

"Acho que o UFC foi longe demais em uma mesma direção, com a qual não me identifico mais. Amo as artes marciais e sempre amarei, mas prefiro que elas sejam promovidas de um jeito mais verdadeiro: mais em relação à luta do que em relação ao 'trash talk' que você pratica fora do cage, do ringue, do octógono. Eu acho que é muito importante manter estes valores. E acho que, na promoção ocidental, virou muito mais um circo", analisou.

"As coisas se diluíram em um sentido, e acho que a base de fãs que costumava estar lá, mais no início ou no meio da minha carreira, estava mais pelas lutas. E sinto que isso foi empurrado para longe. (...) Chegamos a uma base de fãs que está muito mais ligada no que as pessoas podem fazer e dizer fora do octógono, em pessoas voando para fora do cage e atacando as outras, ou no trash talk de Conor McGregor ou mesmo de Ronda. Acho que é diferente da maneira com que eu escolheria lidar ou fazer parte do esporte", completou.

Aos 32 anos, Miesha Tate se aposentou dos octógonos em novembro de 2016, após ser derrotada por Raquel Pennington. Antes disso, ela já tinha sido superada por Amanda Nunes, para quem perdeu o cinturão do UFC, em julho do mesmo ano. Ao longo da carreira profissional como atleta de MMA, a americana acumulou 18 triunfos e sete reveses.