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Defesa de McGregor pede que acusação feita por Chiesa seja indeferida; entenda

Ag. Fight

04/12/2018 14h31

Os advogados de Conor McGregor protocolaram a defesa do lutador para a acusação feita pelo lutador Michael Chiesa, referente ao ataque feito pelo irlandês ao ônibus em que estavam parte dos atletas do UFC 223, em abril deste ano. A equipe jurídica de 'Notorious' pleiteia que os pedidos do americano sejam indeferidos.

Michael foi um dos feridos pelo arremesso de um carrinho de câmera contra os vidros do ônibus. O atleta, que enfrentaria Anthony Pettis neste evento, ainda como peso-leve (70 kg), acabou sendo retirado do card por precaução médica. Em seu processo contra Conor, Chiesa alega que houve, além das agressões, sofrimento emocional provocado pelo ex-campeão dos penas (66 kg) e leves (70 kg).

De acordo com documentos obtidos pelo site especializado 'MMA Fighting', o advogado James M. Catterson, que assina a defesa do irlandês, alega que o ataque ao ônibus não tinha Chiesa como alvo - e que, assim, os ferimentos causados a 'Maverick' não foram intencionais. Além disso, o defensor afirma que Michael não tem razões para alegar negligência de McGregor e sofrimento emocional, apenas as agressões. Apesar disso, Catterson admite que as ações de Conor foram "inquestionavelmente inapropriadas".

"Embora a conduta citada na queixa seja inquestionavelmente inapropriada, não abrange o rigoroso padrão de 'ultraje' definido pelas cortes de Nova York, o que apoia ainda mais a hipótese de rejeição da acusação de sofrimento emocional", escreveu o advogado.

"A denúncia não contém outras informações que apoiem esses supostos ferimentos emocionais. Essas alegações infundadas, sem fundamento, não baseiam adequadamente uma reivindicação de sofrimento emocional e, portanto, a hipótese de imposição intencional e negligente de sofrimento emocional a Chiesa deve ser descartada", pediu.

Chiesa também citou a McGregor Sports and Entertainment, empresa promocional e de mídia do lutador, além do Barclays Center, onde ocorreu o ataque. O advogado do irlandês solicitou a retirada da empresa do processo, uma vez que ela não se encaixa na jurisdição novaiorquina.

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