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Anderson cita 'queda' de Belfort ao pedir volta da reposição de testosterona no UFC

Ag. Fight

2019-01-09T13:10:42

09/01/2019 13h10

No que dependesse de Anderson Silva, a Terapia de Reposição de Testosterona voltaria a ser permitida no UFC. Proibido desde 2014 pela maior parte das comissões atléticas dos EUA, o tratamento impactou diretamente no desempenho de atletas como Vitor Belfort e Dan Henderson, que, após terem que interromper o processo, não conseguiram mais as sequências de vitórias do passado e se aposentaram do octógono. E, diante deste cenário, o 'Spider' afirmou que o uso do TRT deveria ser regulamentado, pois seria um modo de elevar o nível do esporte.

Em entrevista ao canal do YouTube 'Rap 77' (veja abaixo ou clique aqui), Anderson relembrou os casos de Belfort e Henderson, além de ter citado a sua própria situação como exemplo. Em idade avançada e próximo do final da carreira, o tratamento com reposição hormonal poderia ajudá-lo a prolongar o seu período de atividade. Além disso, o ex-campeão dos médios (84 kg) criticou o que considera excesso de rigor da USADA (agência antidoping americana).

"Tem alguns atletas que precisam fazer o uso da reposição hormonal. Acho que se a USADA regulamentasse isso, teríamos o nível do esporte elevado, com atletas que pararam de lutar, como, por exemplo, o Vitor (Belfort). Até mesmo eu, apesar de eu nunca ter feito a reposição... Mas há alguns atletas que realmente precisam, que são mais velhos, como o Dan Henderson e muitos outros atletas que pararam por conta disso. Você toma um Tylenol, você pode cair no doping. Uma aspirina, idem. Tem muito remédio que o atleta usa que tem que estar o tempo todo se policiando. Não sou contra a USADA, mas acho que deveria haver uma certa complacência sobre o que pode e o que não pode", ponderou.

Anderson não pisa no octógono do UFC desde 2017, já que, ao final daquele ano, foi flagrado em um exame antidoping e acabou suspenso. Livre para competir, o brasileiro voltará à atividade contra Israel Adesanya no dia 9 de fevereiro, na Austrália, e poderá novamente disputar o cinturão dos médios em caso de vitória. Ao canal de entrevistas comandado por Júnior Coimbra, filho do ex-jogador de futebol Zico, 'Spider' disse ser a favor das mudanças implementadas pela USADA - que atua desde 2015 no Ultimate -, mas ressalvou que a agência deveria ser mais tolerante, pois o MMA seria uma modalidade esportiva 'incomum'.

"A entrada da USADA no UFC para controlar essa situação do doping a meu ver foi positiva, mas, de uma certa forma, acaba atrapalhando. Porque o MMA não é um esporte comum, como todos os outros. Exige do atleta o treino de luta, o treino físico, ele tem outras inúmeras valências técnicas que tem q manter, fora lesão etc. Eu sou a favor do antidoping com certeza, nenhum atleta pode estar no dia da luta se aproveitando de alguma situação, mas acho que eles tinham que rever isso. É muita lesão, é muito atleta se machucando, é muita luta sendo cancelada por conta dos atletas estarem se machucando", concluiu.

Anderson foi campeão dominante dos médios do Ultimate de 2006 - quando conquistou o cinturão ao superar Rich Franklin - a 2013, ano em que sucumbiu diante de Chris Weidman. Ao longo da carreira profissional como lutador de MMA, o 'Spider' acumulou 34 vitórias, oito derrotas e uma luta sem resultado.

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