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UFC: Brasileiro ganha apoio para não "desistir de tudo" após morte da noiva

Acervo pessoal
Raulian Paiva com Tieli Alves Medeiros: tragédia em 2018 Imagem: Acervo pessoal

Fábio Oberlaender, no Rio de Janeiro (RJ), e Felipe Paranhos, em Salvador (BA)

Ag. Fight

10/01/2019 06h00

Raulian Paiva passou por um drama pessoal em outubro de 2018, do qual ainda não se recuperou. Sua noiva, Tieli Alves Medeiros, de 25 anos, morreu após ser atropelada por um carro após uma confusão no município de Santana (AP). O atleta contou à Ag. Fight como tem vencido a dor, a fim de se preparar para sua estreia na maior organização de MMA do mundo, em 9 de fevereiro, no UFC 234.

O peso-mosca (57 kg) relatou na época que um grupo de homens "mexeu" com Tieli e depois passou a provocá- lo por saber que era lutador de MMA. Após sair da casa noturna em Santana (AP), o casal foi perseguido por um veículo, que colidiu com a moto em que Raulian e sua noiva estavam. O atleta do UFC foi arremessado para longe, mas ela foi arrastada pelo automóvel, vindo a falecer alguns dias depois.

À reportagem da Ag. Fight, Paiva afirmou que tem contado com o forte apoio de familiares seus e de Tieli para continuar em atividade. O atleta, que enfrenta Kai-Kara France em fevereiro, explicou que o suporte dos mais próximos tem sido fundamental para que não "desista de tudo".

"Foco total. Os treinos continuam muito fortes. O foco é alcançar os meus objetivos. Mesmo a Tieli não estando mais aqui do meu lado fisicamente, ela continua ao meu lado espiritualmente, me dando forças para seguir em frente. E também a minha família, a família da Tieli e meus amigos. Todos estão me dando muita força para que eu não desista de tudo", afirmou, destacando que pretende fazer uma homenagem à ex-noiva em caso de vitória.

Raulian, que tem 18 vitórias e apenas uma derrota como profissional de MMA, foi uma das revelações do programa 'Contender Series Brasil', exibido em 2018 pelas emissoras Globo, SporTV e Combate. Segundo o amapaense, o fato de estrear no mesmo card em que Anderson Silva luta contra Israel Adesanya é um estímulo extra. "Achei muito irado lutar no card de uma lenda. Isso só me incentivou ainda mais para eu chegar chegando no UFC", comentou.

Com quatro lutas no contrato com o Ultimate, Raulian afirmou que pretende fazer pelo menos três delas ainda em 2019, compensando o ano passado, no qual só esteve no cage uma vez. Ciente dos rumores do fim da categoria mosca, o atleta declarou que subiria para os galos (61 kg) se o UFC confirmar o desligamento da divisão.