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Lutadora conhecida como "Rainha da Violência" estreia no UFC focando título

Reprodução/Instagram
Ariane Lipski Imagem: Reprodução/Instagram

Gaspar Bruno, no Rio de Janeiro (RJ)

Ag. Fight

15/01/2019 07h00

Estrear na maior organização do mundo com apenas 25 anos de idade pode se materializar em uma grande pressão para muitos lutadores, mas esse não parece ser o caso de Ariane Lipski. Ex-campeã do KSW - liga polonesa de MMA - a peso-mosca (57 kg) brasileira demonstrou uma confiança pouco vista às vésperas de um debute no UFC. E como se não bastasse, a 'Rainha da Violência', como é conhecida, aproveitou para projetar sua trajetória no Ultimate já de olho no cinturão.

Durante entrevista exclusiva ao site da Ag Fight, a atleta afirmou que não adaptou sua rotina de treinos para a estreia no UFC. No entanto, após fechar contrato com a nova organização, a brasileira teve uma melhora significativa no seu dia-a-dia como profissional de MMA: se dar ao luxo de focar apenas em seu camp. Com uma bagagem considerável no esporte, e invicta há nove combates seguidos, Ariane definiu a conquista do cinturão do Ultimate como "questão de tempo".

"Não vou mudar em nada a minha rotina. Já vivo para a luta. Desde que decidi focar na luta eu abri mão de tudo. A minha vida é luta 24 horas por dia, todos os dias da semana. Eu vivo e respiro isso, amo isso. Então o que vai mudar é que eu vou ter mais dinheiro (risos), vou poder viajar mais, me dedicar mais, procurar mais treinos. Porque antes eu tinha que trabalhar, até eu poder começar a dar aula. E depois eu tinha que dar aula e treinar, então quando assinei com o UFC eu parei de dar aula e estou 100% - ainda mais focada só em luta, só treinando, focando no meu sonho", declarou Lipski, antes de falar sobre sua evolução como lutadora.

"O que muda é isso, vamos viajar mais, procurar mais treinos e conhecimento, e isso só vai agregar. Para eu me tornar campeã do UFC é questão de tempo, ainda estou em um processo de evolução, tenho 25 anos. E todo dia que vou para a academia e aprendo algo novo eu penso: 'Nossa, como ainda tenho coisa para aprender'. Então é um amadurecimento, questão de tempo, assim como tudo", completou a curitibana.

Ariane enfrenta Joanne Calderwood, no próximo dia 19 de janeiro, no UFC Brooklyn (EUA) - card que marca o início da parceria de transmissão da empresa com a 'ESPN'. A adversária da brasileira é a atual décima colocada no ranking dos moscas. Mas isso não parece ter mexido com a Rainha da Violência, que, novamente, de forma extremamente confiante, se equiparou às cinco melhores atletas ranqueadas atualmente e esboçou seu caminho até o cinturão da categoria até 57 kg do Ultimate.

"O UFC é a maior organização do mundo de MMA, tenho certeza que os atletas que estão ali são os melhores. Mas eles não me contrataram por outro motivo. Eu era considerada a melhor peso-mosca fora do UFC. Então me vejo entre as tops 5. Tenho bagagem suficiente para isso, tenho muita confiança no cartel que fiz, nas minhas vitórias. Todas adversárias que me deram, enfrentei da melhor maneira possível. Eles me deram as adversárias mais duras possíveis. O trabalho que a gente tem feito na Kings dá muita segurança para entrar no UFC com o pé direito. E como a categoria é uma categoria nova, está um pouco mais rápido para você subir. Então acredito que vencendo essa luta, me credito como top 10 e, na próxima luta poderão me dar uma top 5 e futuramente disputar o cinturão. Estou pronta para enfrentar qualquer desafio, qualquer atleta", projetou Ariane, em bate-papo com a Ag Fight.

Apesar da confiança, a brasileira reconheceu as habilidades de sua próxima rival e opinou que os estilos das duas farão com que o combate seja emocionante. Assim como Lipski, Joanne possui a luta em pé como principal arma durante as lutas. Mas o estilo de trocação das duas, de acordo com Ariane, favorece ela em uma eventual troca de golpes.

"A Joanne Calderwood é uma ótima atleta, estudei todas as lutas dela e vi que ela tem muita garra muito coração. É striker também, joga mais no estilo muay thai, então foi perfeita essa luta. Acho que colocaram de propósito duas strikers, para ser um lutão, e levantar o público, que é o que a galera gosta. E acredito que tem tudo para ser uma das melhores lutas da noite mesmo. O jogo, ela gosta de manter mais na longa distância, já eu gosto mais da trocação na curta distância. Então acho que é (um casamento) que favorece o meu jogo em pé, e por isso estou bem confiante para buscar essa vitória", concluiu a peso-mosca.

Atleta da Rasthai de Curitiba, onde realizou a maior parte de seu camp, Ariane já está nos EUA ajustando os últimos detalhes para o confronto contra Calderwood na academia Kings MMA. Ao longo de sua trajetória como profissional, Lipski somou 11 vitórias e apenas três derrotas no cartel - a última delas, em março de 2015.