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O técnico que arriscou a vida para salvar alunos de massacre na Flórida

Reprodução/Instagram
Imagem: Reprodução/Instagram

15/02/2018 10h22

Por um momento, alunos e professores acharam que os tiros eram parte de um treinamento. Há seis semanas, funcionários da escola Marjory Stoneman Douglas de Parkland, na Flórida, haviam participado de um curso exatamente sobre como agir em caso de tiroteio.

Mas os disparos eram reais. Um jovem apontado como sendo Nikolas Cruz, um ex-aluno de 19 anos que havia sido expulso do colégio, atirava desenfreadamente contra estudantes e professores. Ao menos 17 pessoas morreram e outras 12 ficaram feridas.

Um dos atingidos foi Aaron Feis, um treinador de futebol americano muito querido pelos estudantes, que também atuava como vigia na escola.

Segundo testemunhas, Feis arriscou a própria vida para garantir a segurança dos alunos. Ele teria usado o corpo como escudo para impedir que os estudantes fossem alvejados. A informação sobre o estado de saúde dele até agora foram desencontradas.

Primeiro foi informado que ele havia morrido. Posteriormente, outras fontes disseram que Feis tinha sido ferido e estava sendo atendido num hospital. Por fim, autoridades do condado de Broward confirmaram que, entre as vítimas fatais, havia um treinador de futebol. Mas o nome não foi divulgado.

Uma de suas ex-alunas publicou, no Instagram, uma foto do treinador com o seguinte texto:

"Este, senhoras e senhores, é o rosto de um herói. O treinador Aaron Feis se feriu ao proteger um estudante durante o tiroteio na Marjory Stoneman Douglas High School. E, segundo as últimas notícias, ele está em estado grave. Ele é amigo de todos os alunos que o conhecem. Sempre foi muito amável comigo quando estudei lá e é próximo do meu irmão e de seus amigos. Por favor, rezem pela cura dele."

EPA
Imagem: EPA

Em seu perfil no LinkedIn, Feis aparece como treinador de futebol americano em escolas do condado de Broward, assim como vigia e condutor de ônibus.

Nick Miller, outro amigo do treinador, compartilhou no Facebook sua preocupação com a saúde dele.

"Rezo pela recuperação de Aaron Feis. Amigo de seus amigos e uma pessoa genial. Destroça o meu coração (saber que ele foi atingido) e estou rezando pela sua família e as outras vítimas. Se recupere, treinador."

Mais relatos

Outras histórias de comprometimento com a segurança dos alunos começam a vir à tona.

Mellisa Falkowski, uma das professoras da escola, escondeu 19 alunos em um armário durante o tiroteio.

Ela conta que o fato de ter acabado de participar de um treinamento para situações de ataque a tiros a ajudou a enfrentar o episódio.

"Se não tivéssemos feito esse curso, não sei o que teria acontecido. Tínhamos treinado exatamente para esse tipo de situação", afirmou Falkowski à imprensa local.

"Na verdade, muitos de nós pensamos que isso era parte do curso de formação, um exercício."

Ela explica que orientou os alunos a se jogarem no chão e depois os conduziu a um armário, para que ficassem mais protegidos. "O alarme de incêndio disparou e nos preparamos para evacuar o local, seguindo o protocolo. Mas então nos disseram que era um 'código vermelho'. Corremos de volta para a sala de aula e nos lançamos ao solo", contou a professora.

"Em seguida, fomos para o armário, onde consegui esconder 19 alunos. Ficamos 40 minutos ali, até chegarem as forças especiais", descreveu.

'Provem que são da polícia!'

Outro professor de matemática Jim Gard manteve seus alunos na sala de aula durante os disparos.

Ele afirmou à imprensa que sabia que o autor do ataque poderia ser Nikolas Cruz.

"Haviam o proibido de entrar na escola com mochila", destacou.

Gard contou como ele e seus alunos deixaram a sala de aula após os tiros cessarem. "Ouvimos a polícia avançar pelo corredor. Os agentes vinham batendo nas portas", disse à rede de televisão CNN.

"Quando chegaram à nossa sala, eu disse aos alunos para voltarem ao armário. A janela da sala de aula estava coberta com um papel e eu perguntei quem era (que estava batendo na porta). 'A polícia', disseram. E eu respondi que precisava que me provassem. Eles me mostraram a identificação, eu abri a porta e saímos."

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