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11/06/2010 - 06h04

Empresas de eletroeletrônicos aproveitam a Copa para estender 3D

Jairo Mejía.

Tóquio, 11 jun (EFE).- Os fabricantes japoneses de eletroeletrônicos colocarão a prova o que há de mais moderno em tecnologia de imagem em três dimensões no Mundial da África do Sul, que pode abrir uma nova era para a televisão com imagens em 3D.

As japoneses Sony, Panasonic e Sharp planejaram o lançamento de televisores de última geração em coincidência com o Mundial que começa hoje, o primeiro evento esportivo de massa a ser transmitido ao vivo em três dimensões.

É a hora de demonstrar se a televisão em 3D com óculos e os preços que superam os 2 mil euros por aparelho convence as milhões de famílias e consegue transferir o sucesso que o filmes que "Avatar", de James Cameron, fez no cinema para as casas.

Os analistas de mercado acreditam que 2010 marcará o início do 3D residencial com uma venda prevista de 6,5 milhões de unidades no mundo todo, proporção pequena para um mercado de 200 milhões de receptores ao ano, segundo a empresa de consultoria DisplaySearch.

A japonesa Panasonic e a sul-coreana Samsung foram as primeiras a entrar na corrida do 3D, ao ter alcançado já grandes avanços em alta definição e largura das telas.

Mas é a Sony, que apresentou ontem sua versão 3D, Bravia, em 40 e 46 polegadas (2,6 mil e 3,2 mil euros, respectivamente), a que mais apostou neste primeiro "Mundial 3D".

O gigante japonês, patrocinador do Mundial, retransmitirá com tecnologia 25 partidas do torneio, entre estas as estreias de México, Argentina e Espanha, para que possam ser vistas a partir dos lares e em espaços públicos.

Ao menos 14 câmeras captarão a imagem simulando a visão humana, o que permitirá que sejam visualizadas pelos usuários com sensação de profundidade, o que é possível por meio de óculos que selecionam as imagens captadas pelas retinas.

"Vamos ser os primeiros a transmitir ao vivo um evento esportivo importante e conseguimos o apoio de canais de televisão no Japão, Estados Unidos, Coreia do Sul e Espanha", detalhou à Agência Efe um porta-voz da Sony.

O canal japonês por satélite "Sky PerfecTV" será um dos pioneiros a incluir na programação as partidas do Mundial com uma tecnologia sobre a qual existem dúvidas.

Yuji Hayashi, torcedor japonês de futebol, tem a mesma opinião de muitas outras pessoas mundo afora: "não acredito que tenha vontade de usar óculos para assistir um jogo em casa, mas sim para jogar videogames ou assistir à um filme".

Para os que preferem ver os gols em 3D, a Sony instalará pavilhões com telas gigantes em sete países. Nesses locais, os óculos serão tão importantes como as famosas vuvuzelas sul-africanas.

A companhia japonesa espera vender 2,5 milhões de televisores 3D neste ano fiscal que encerra em março de 2011, 10% do total de suas vendas de televisores.

Panasonic, líder mundial em telas de plasma, prevê vender neste primeiro ano 1 milhão de TVs em 3D, enquanto a Samsung projeta 2 milhões de seu modelo.

Os dados da empresa de consultoria japonesa BCN mostram que 3% das telas planas vendidas na primeira semana de junho no país asiático foram em 3D, pouco antes do início do Mundial da África do Sul.

No Japão o "boom" do 3D atingirá o auge nos próximos meses, do cinema e o futebol para chegar aos videogames e as telas do telefone celular.

Nintendo, o primeiro fabricante de videogames do mundo, deve apresentar neste ano uma versão de seu popular videoconsole portátil DS com tecnologia 3D, sem a necessidade de óculos, algo similar ao que a Sharp quer fazer com o telefone celular.

Sony, além disso, já adaptou seu PlayStation 3 para ser compatível com jogos de videogames em 3D, uma novidade que poderia ajudar a recuperar suas vendas, que estão em baixa, enquanto no Japão já estão em desenvolvimento conteúdos para adultos em uma indústria que no país representa 30% do mercado de vídeos.

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