Esporte

Fifa coroa Messi pela 5ª vez e leva "brasileiro desconhecido" ao topo

11/01/2016 19h37

Zurique, 11 jan (EFE).- Lionel Messi foi eleito pela Fifa nesta segunda-feira como melhor jogador do mundo pela quinta vez na carreira e ratificou sua condição de maior vencedor da premiação da entidade máxima do futebol, em cerimônia de gala realizada em Zurique (Suíça), enquanto o "brasileiro desconhecido" Wendell Lira tomou as manchetes dos principais sites de notícias do planeta como autor do gol mais bonito de 2015.

Messi passou em branco mais uma vez pela Argentina, tendo que se contentar com o vice-campeonato da Copa América, mas ganhou quase tudo pelo Barcelona no último ano. Faturou os troféus da Liga dos Campeões, do Campeonato Espanhol, da Copa do Rei, da Supercopa da Espanha e do Mundial de Clubes. Perdeu apenas o da Supercopa da Espanha para o Athletic Bilbao.

Cristiano Ronaldo, eleito em 2008, 2013 e 2014, ficou em segundo lugar, com 27,76%, contra 41,33% de Messi. Neymar, estreante entre os finalistas, foi o terceiro colocado, com 7,86%.

O responsável por entregar a Bola de Ouro da Fifa ao argentino foi Kaká, que, curiosamente, foi o último eleito antes de Messi e Cristiano dominarem o evento, em 2007.

A entidade divulgou os outros dez primeiros colocados, da quarta à décima posições, nesta ordem: Robert Lewandowski, Luis Suárez, Thomas Müller, Manuel Neuer, Eden Hazard, Andrés Iniesta e Alexis Sánchez.

Entre as mulheres, a eleita foi a americana Carli Lloyd, que já tinha sido apontada como melhor atleta do último Mundial, disputado no Canadá em 2015. Na decisão, a jogadora do Houston Dash marcou três gols e liderou os Estados Unidos na goleada sobre o Japão por 5 a 2.

Lloyd recebeu 35,28% dos votos, deixando a alemã Celia Sasic, que anunciou a aposentadoria, em segundo lugar, com 12,6%. Quem fechou o pódio foi a japonesa Aya Miyama, com 9,88%. Maior vencedora da honraria, com cinco conquista, a brasileira Marta ficou fora da relação das dez melhores pela primeira vez desde 2003.

A cerimônia em Zurique não foi feita apenas de nomes mundialmente conhecidos entre homens e mulheres. No Prêmio Puskás, para o autor ou autora do gol mais bonito do ano, quem brilhou foi Wendell Lira, pouco conhecido inclusive no Brasil até a indicação e um anônimo em outros lugares.

O meia-atacante foi eleito em votação popular graças a uma jogada feita vestindo a camisa do modesto Goianésia contra o Atlético-GO, pelo Campeonato Goiano. O gol superou o marcado por Messi pelo Barcelona contra o Atlhetic Bilbao, pelo Campeonato Espanhol, em que o argentino fez fila na zaga adversária, e o do italiano Alessandro Florenzi pela Roma, contra o próprio Barça, pela Liga dos Campeões, com um chute do meio de campo.

Embora os resultados do Brasil não venham sendo os melhores, com uma queda ainda nas quartas de final da Copa América, o país foi o que mais representantes teve no Fifa FIFPro World XI, a equipe ideal de 2015.

Os laterais Daniel Alves e Marcelo, o zagueiro Thiago Silva e o atacante Neymar fazem parte dessa seleção, que tem ainda o goleiro Manuel Neuer, o zagueiro Sergio Ramos e os meio-campistas Andrés Iniesta, Luka Modric e Paul Pogba, além de Messi e Cristiano Ronaldo.

Thiago Silva entrou para a seleção pela terceira vez seguida, embora não venha sendo convocado por Dunga para o Brasil. Fora em 2014, Daniel Alves foi agraciado pela quinta ocasião, repetindo o que havia feito em 2009, 2011, 2012 e 2013. Já Marcelo foi "convocado" pela segunda oportunidade, como havia acontecido pelo desempenho de 2012, enquanto Neymar fez sua estreia.

Responsável por dar liga ao forte time do Barcelona, o espanhol Luis Enrique foi escolhido o melhor técnico de equipes masculinas, com o compatriota Josepe Guardiola, do Barcelona, em segundo lugar, e o argentino Jorge Sampaoli, que venceu a Copa América pelo Chile, em terceiro.

Entre equipes femininas, a americana Jill Ellis, que dirigiu a seleção de seu país na conquista do título do Mundial no último ano foi a premiada. Ela superou o japonês Norio Sasaki, segundo colocado depois de ter sido vice-campeão do mundo à frente das japonesas, e o galês Mark Sampson, da seleção inglesa, em terceiro.

Ainda houve espaço para uma homenagem ao ex-jogador ganês naturalizado alemão Gerald Asamoah, que recebeu o prêmio Fair Play pela ajuda a refugiados que chegam ao país europeu.

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