Esporte

Fãs palestinos e jordanianos tentam ajudar vítima de ataque a conhecer CR7

13/01/2016 14h14

Jerusalém, 13 jan (EFE).- Um clube de torcedores palestinos do Real Madrid e outro jordaniano iniciaram em conjunto uma campanha para que Ahmad Dawabshe, que perdeu os pais e o irmão em um ataque de extremistas judeus contra sua casa e sofreu queimaduras em 60% do corpo, viaje para a Espanha para conhecer seu ídolo, Cristiano Ronaldo.

Mobilizações no Facebook e no Twitter nos últimos dias deram destaque à campanha, que tenta devolver a esperança ao garoto de 4 anos, único sobrevivente do incêndio provocado em sua residência em julho do ano passado.

De acordo com o presidente do clube de torcedores Merengue Palestina, Khaled Suman, a iniciativa foi idealizada e impulsionada por seu grupo e recebeu o apoio do Blanco Jordania, do país vizinho. Eles escreveram uma carta à equipe espanhola solicitando ajudar para levar o menino até lá.

"Escrevemos para o Real Madrid, pedindo-lhes apoio para levar a Ahmed a Madri. Esta criança sofreu um trauma terrível e, apesar de tudo, continua amando o Real Madrid, tem muitas fotos dos jogadores, o escudo e a bandeira", relatou Suman, cujo grupo tem cerca de 2 mil integrantes, à Agência Efe.

"O pequeno precisa de apoio emocional e de algo que lhe dê uma esperança, algo bonito em sua vida que o alegre e o conecte com o mundo", acrescentou.

Segundo o presidente do clube de torcedores, o Real se disse disposto a ajudar e indicou os procedimentos a seguir, através da Federação Palestina de Futebol. Entretanto, ainda é preciso que os médicos apontem o melhor momento para a viagem.

Ahmad Dawabshe permaneceu internado por meses em um hospital israelense, sendo tratado das queimaduras sofridas quando extremistas judeus incendiaram sua casa e a de vizinhos enquanto sua família dormia na cidade palestina de Duma, no sul da Cisjordânia, em 31 de julho.

Seu irmão de 18 meses morreu na hora, enquanto seus pais não resistiram aos ferimentos e às infecções causadas pelas graves queimaduras dias depois.

O ataque causou comoção em Israel e na Palestina e foi duramente condenado pelas autoridades israelenses, que o qualificaram de "terrorismo judeu". Recentemente, foi anunciada a prisão de dois dos suspeitos de cometerem o crime.

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