Esporte

Juiz dos EUA determina fiança de US$ 290 mil para ex-presidente da Concacaf

21/01/2016 22h44

Nova York, 21 jan (EFE).- Um juiz de Nova York determinou nesta quinta-feira uma fiança de US$ 290 mil para conceder liberdade condicional ao hondurenho Alfredo Hawit, ex-presidente da Concacaf e ex-vice-presidente da Fifa, um dos acusados no escândalo que abalou o mundo do futebol desde maio do ano passado.

O dirigente, que só será autorizado a deixar a prisão após a formalização do pagamento da quantia, disse em audiência que tem origem em uma família humilde e que a fortuna de sua esposa não foi obtida através da corrupção, mas sim de uma herança.

Hawit disse que vive de uma pensão do centro acadêmico onde trabalhou em Honduras, de US$ 1,7 mil por mês, e que possui várias contas bancárias, nenhuma delas com valores acima de US$ 10 mil.

Apesar de a promotoria exigir uma fiança de US$ 500 mil, o juiz Robert M. Levy considerou os US$ 290 mil como um "montante substancial" como garantia para evitar o risco de fuga, uma preocupação expressada pelos promotores desde o início do processo.

Hawit deverá entregar seu passaporte às autoridades, apesar de a defesa ter tentado impedir que a condição fosse determinada pelo juiz, alegando que o dirigente precisará do documento para voar de Nova York para Miami, onde vivem alguns de seus familiares.

O ex-presidente da Concacaf deverá ficar em prisão domiciliar na casa de sua filha e usará uma tornozeleira eletrônica. Ele só poderá sair de casa em circunstâncias previamente aprovadas, como audiências judiciais e consultas médicas.

A promotora Amanda Héctor reiterou com o juiz que o valor da fiança era insuficiente levando em consideração a seriedade dos delitos, o risco de fuga e as quantias envolvidas nos subornos supostamente recebidos por Hawit. Porém, ela não conseguiu apresentar provas do patrimônio do dirigente, que, de acordo com as investigações, pode ter levado mais de US$ 2 milhões em propinas, depositados em contas bancárias de sua esposa.

O ex-presidente da Concacaf é acusado de ter recebido dinheiro durante as negociações das vendas dos direitos de transmissão de torneios de futebol na América Latina. Ele aceitou ser extraditado da Suíça, onde foi detido em 3 de dezembro, para os EUA no último dia 6 de janeiro. Após a prisão, a Fifa o suspendeu temporariamente do cargo de vice-presidente da entidade.

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