Esporte

Após contrato de Bale, Football Leaks garante que há mais a ser publicado

02/02/2016 14h17

Berlim, 2 fev (EFE).- A divulgação do contrato de transferência do meia-atacante Gareth Bale do Tottenham para o Real Madrid feita pelo Football Leaks foi apenas o começo de um trabalho para dar maior transparência ao esporte, segundo declarações de responsáveis pelo site em entrevista à revisa alemã "11 Freunde".

"Nossa caixa de correio está cheia. Recebemos centenas de mensagens, e isso é um bom sinal. Chamamos a atenção de todo o mundo. Esperamos que isso seja o começo de uma nova era de transparência no futebol", disseram as fontes, que pediram para não serem identificados.

Desde novembro passado, o Football Leaks vem publicando documentos e contratos do mundo do futebol que levaram inclusive a uma punição ao Twente, suspenso durante três anos das competições europeias por transgredir normas da Fifa.

Os documentos revelavam que por cada oferta recebida por um jogador o clube de Enschede deveria pagar um determinado valor à Doyen Sports Groups, empresa de direitos esportivos com sede em Malta.

Na entrevista, os responsáveis pelo site aceitam ir de Portugal, onde iniciaram ao trabalho que inicialmente esteva centrado na busca de transparência no país e depois se estendeu praticamente a toda Europa.

"Tudo que queremos é transparência. Alguns clubes não têm respeito algum por seus torcedores e ocultam muitas coisas. Tudo é um tabu: os salários, os contratos, as cláusulas", afirmaram as fontes, que põem a NBA como modelo a seguir por divulgar os salários de jogadores e técnicos.

Um dos temas centrais do Football Leaks é a participação de fundos de investimentos nos direitos de transferências. Na visão do entrevistado, isso suscita muitas perguntas sobre possíveis conflitos de interesses e manipulações de partidas ou mesmo sobre possível lavagem de dinheiro.

"Não queremos acusar ninguém sem provas suficientes, mas a estrutura da Doyen Sport Group parece propicia à lavagem de dinheiro", consideraram.

O caso do Twente, no qual a Doyen entrou como investidor e como contrapartida garantiu direitos de transferências dos atletas, é um exemplo dos problemas que podem surgir com a aparição de terceiros. "O que a Doyen faz é criminoso e prejudicial para os clubes, não só no Twente, mas também em outras equipes", destacaram.

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