Esporte

Presidente egípcio quer comitê para investigar massacre de Port Said

02/02/2016 13h25

Cairo, 2 fev (EFE).- O presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sisi, tentou acalmar os ânimos dos torcedores organizados do Al Ahly, críticos ao regime, e lhes pediu para formar um comitê de dez pessoas para investigar o massacre do estádio de futebol de Port Said em 2012.

As declarações de Al Sisi, em um programa de televisão, responderam aos lemas contra o Estado entoados pela torcida do Al Ahly nesta segunda-feira, quando completou quatro anos da tragédia, que causou 74 mortes.

Os torcedores pediram punição para os que dizem serem os verdadeiros responsáveis pelo massacre e julgar o ex-ministro de Defesa Hussein Tantawi, que era o chefe da Junta Militar que governava o país em 2012.

"Infelizmente nós vivemos nos destroços de um Estado. Em todo o Egito encontro coisas que não são boas, mas não quero irritar os egípcios", declarou o governante durante o programa.

Em 1º de fevereiro de 2012, 74 pessoas morreram e 254 ficaram feridas nos brutais enfrentamentos no estádio de Port Said entre torcedores do Al Masry, time da casa, e Al Ahly. Dezenas de pessoas foram condenadas, mas praticamente nenhum responsável de segurança.

"Em eventos com grandes multidões, sempre é difícil determinar a verdade por trás do ocorrido. Somos nós (os governantes) os que não somos capazes de nos comunicar adequadamente com eles (os jovens indignados)", lamentou Al Sisi, que acrescentou que faz um grande esforço para reverter a situação.

O presidente comentou também sobre o caso do caricaturista Islam Gawish, liberado ontem 24 horas depois de ter sido detido pelas forças de segurança. O governante disse não ter problemas relacionados com o assunto e que não se importa com as críticas.

Ativistas e defensores de direitos humanos afirmaram que por trás da detenção de Gawish estão as charges cômicas nas quais recentemente ironizou gestos e frases do presidente.

Segundo relatório do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), publicado em meados de dezembro o, Egito é o segundo país do mundo com mais jornalistas na prisão, 23, só atrás da China, com 49. EFE

agm/dr

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba as principais notícias do dia. É de graça!

Mais Esporte

Topo