Esporte

Wiggins e Lemond se dizem convencidos que motor é usado "há muito tempo"

03/02/2016 18h08

Redação Central, 3 fev (EFE).- O britânico Bradley Wiggins, vencedor do Tour de France em 2012, revelou nesta quarta-feira acreditar que o uso de um motor oculto em bicicletas acontece há muito tempo, ideia compartilhada pelo americano Greg LeMond, tricampeão da tradicional prova francesa nos anos 80.

"Acredito que provavelmente existe há muito tempo. Pelo menos há cinco anos há essa suspeita porque as bicicletas foram revisadas. É a primeira vez que encontraram, mas tenho certeza de que ocorreu no passado", afirmou Wiggins ao site "Cyclingnews".

A UCI implementou um novo regulamento no começo de 2015 para perseguir o "doping tecnológico". No entanto, o caso do belga Femke van den Driessche, no Mundial de ciclocross, é a primeira evidência concreta desse tipo de fraude.

Devido ao caso recente do belga, o debate foi aberto nas provas que estão sendo disputadas neste momento. O ex-campeão Eddy Merckx, também da Bélgica, disse no Catar que os infratores deveriam ser banidos do esporte.

"Eu estaria de acordo com essa punição, mas tem de perguntar ao atleta. Uma coisa é escolher o doping em sangue e outra optar por pôr um motor na bicicleta", afirmou Wiggins, que depois foi perguntado se acredita que o uso de um motor é pior que o consumo de substâncias ilícitas.

"É diferente, eu não diria que é pior. Acho os dois ruins. Posso entender que as pessoas se dopam para obter benefícios econômicos, mas não entendo isso de pôr um motor na bicicleta porque se ganha um extra de 200 watts no pedivela. Não necessariamente dá na mesma que o outro, mas não vejo a lógica", comentou.

Por sua vez, Greg LeMond, afirmou recentemente durante o Tour Down Under (Volta da Austrália) seu convencimento do uso do "doping tecnológico".

"Sei que existem motores. Montei em uma bicicleta com motor e falei disso com seu inventor. Se as pessoas pensam que não existem, estão se enganando, portanto acho que é uma suspeita justificada. Acredito que também foi utilizado no pelotão. Parece incrível que alguém faça isso, mas eu sei que é real", disse.

Para o vencedor do Tour em 1986, 1989 e 1990 e bicampeão Mundial (83 e 89), se trata de uma maneira bastante chocante de enganar, e a UCI deveria cortar esse mal pela raiz.

"É mais simples de controlar que o doping convencional, mas não olhando pelo cano. É necessária uma pistola de calor, que pode ser utilizada na corrida. Pode se ver de longe há uma diferença no pedivela. Eu recomendaria à UCI", finalizou Lemond.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba as principais notícias do dia. É de graça!

Mais Esporte

Topo