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A história se repete: Boca aposta em colombianos, e River em uruguaios

04/02/2016 19h53

Sebastián Meresman.

Buenos Aires, 4 fev (EFE).- O Boca Juniors escreveu algumas das páginas mais gloriosas de sua história com colombianos, enquanto o River Plate teve momentos inesquecíveis com uruguaios, e para 2016, os dois gigantes do futebol argentino apostam mais uma vez em craques destes países para conquistar o Campeonato Argentino.

Em 28 de novembro de 2000, os 'Xeneizes' venceram o Real Madrid por 2 a 0 e conquistaram a Copa Intercontinental, no Japão. O capitão da equipe era o zagueiro colombiano Jorge Bermúdez, que tinha dois compatriotas como companheiros, o goleiro Óscar Córdoba e o volante Mauricio Serna.

Os três fizeram parte de um dos momentos mais vencedores das história do Boca, já que, além do Mundial, o clube conquistou as Taças Libertadores daquele ano e do ano seguinte, além de três títulos nacionais - o Torneio Apertura em 1998, o Clausura em 1999 e outro Apertura em 2000.

Um dos precursores no clube foi o goleiro Carlos Navarro Montoya, titular por oito anos e que conquistou cinco títulos: a Supercopa Sul-Americana (1989), a Recopa Sul-Americana (1990), o Torneio Apertura (1992), a Copa Master (1992) e a Copa de Ouro (1993).

Outro que brilhou na mesma época foi o atacante Walter Perazzo. Depois, John Jairo Tréllez, em 1994, e Arley Dinas, de 2002 a 2003, vestiram a camisa do Boca, mas sem ter o mesmo destaque que os antecessores.

Mais recentemente, o zagueiro Luis Perea foi fundamental nas conquistas da Taça Libertadores e da Copa Intercontinental de 2003, ganhando ainda um título nacional. Contemporâneo no clube do ex-zagueiro do Atlético de Madrid, o volante Fabián Vargas virou lenda em La Bombonera, com nove títulos conquistados.

Gerardo Bedoya, Freddy Guarín e Breyner Bonilla, todos sem conquistar lugar no coração do torcedor, foram os últimos colombianos a vestir a camisa do azul e amarela do time de Buenos Aires.

Agora, a responsabilidade de manter a tradição do país no Boca cabe ao lateral-esquerdo Frank Fabra, de 27 anos, recém-contratado junto ao Independiente Medellín. O atleta, revelado no Envigado, com passagem também pelo Deportivo Cáli, tem cinco partidas pela seleção 'cafetera'.

Assim como o time da Bombonera tem relação estreita com a Colômbia, o River Plate mantém uma com o Uruguai, aposta que tem ficado cada vez mais forte nas últimas janelas de transferências do futebol argentino.

A equipe conquistou três vezes a Taça Libertadores e sempre houve algum jogador do país bicampeão mundial como destaque do elenco.

Em 1986, o defensor Nelson Gutiérrez, o meia Mario Saralegui, e os atacantes Antonio Alzamendi e Rubens Navarro ajudaram a equipe a levantar o troféu continental pela primeira vez.

Dez anos depois, apenas um jogador do país estava no elenco, mas se tratava justamente do craque da equipe comandada por Ramón Díaz, o camisa 10 Enzo Francescoli, que também era o capitão.

Para garantir a terceira Libertadores, não faltaram uruguaios, com destaque para o meia Carlos Sánchez, melhor jogador da competição. O atacante Rodrigo Mora era outro titular da equipe, que também contou com o volante Camilo Mayada e o meia Tabaré Viudez.

Outros do país que se destacaram foram Juan Ramón Carrasco, Luis Cubilla, Rubén da Silva, Roberto Matosas, Walter Gómez e Loco Abreu, ex-Botafogo.

Agora, a continuidade da tradição uruguaia estará nos pés do veterano atacante Ivan Alonso, de 36 anos, que acaba e trocar o Nacional pelos 'Millonarios', juntando-se a três campeões continentais na temporada passada - apenas Sánchez deixou o River.

"Muitos compatriotas que vestiram esta camisa ganharam lugar no coração da torcida", lembrou Alonso em uma de suas primeiras declarações como jogador do clube.

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