Esporte

"Abracadabra" vem só no 2º tempo, mas Barça bate Arsenal e põe pé nas quartas

23/02/2016 18h52

(Corrige título).

Londres, 23 fev (EFE).- O Barcelona sofreu, principalmente na etapa inicial, mas venceu fora de casa nesta terça-feira o Arsenal por 2 a 0, com dois gols do argentino Lionel Messi, um deles de pênalti, e deu grande passo para garantir lugar nas quartas de final da Liga dos Campeões da Europa.

Ontem, Luis Enrique revelou, em tom de brincadeira: "A cada partida, eu digo 'abracadabra', e as coisas fluem naturalmente". Hoje, o técnico espanhol deve ter esquecido por alguns instantes das palavras mágicas, já que os gols só saíram no segundo tempo da partida no Emirates Stadium.

O camisa 10 do Barça abriu o placar aos 26 da etapa complementar, após receber passe na medida de Neymar. Pouco depois, aos 38, o argentino converteu pênalti que ele mesmo sofreu e definiu o marcador, para desespero da torcida da casa, que fez de tudo para empurrar os 'Gunners'.

Com os gols na partida, Messi ainda quebrou o tabu de nunca ter superado o goleiro tcheco Petr Cech. Este era o sétimo confronto entre os dois, os seis anteriores tendo acontecido quando o camisa 33 defendia o Chelsea.

O novo encontro entre Barcelona e Arsenal acontecerá no dia 16 de março, no estádio Camp Nou. O time da casa poderá perder por até um gol de diferença. Caso devolva o 2 a 0, os 'Gunners' provocarão a classificação, e com qualquer outro êxito, avançarão.

Para a partida desta quarta-feira, os dois técnicos não apresentaram grandes surpresas. No Arsenal, Alex Oxlade-Chamberlain levou a melhor sobre Theo Walcott e apareceu entre os titulares. No Barça, Luis Enrique alinhou o "onze de gala", como dizem os espanhóis, inclusive com Daniel Alves e Neymar - o lateral-esquerdo Adriano ficou todo o duelo no banco.

Logo no primeiro minuto, em que o time da casa ensaiou uma pressão sobre os visitantes, foi pedido um pênalti, em bola que Giroud bateu para o meio da área e explodiu em Piqué. A reclamação foi de toque de mão do zagueiro, não marcado pelo árbitro turco Cüneyt Çakir.

A marcação adiantada e a pressão, habitualmente exercida pelo Barcelona, foi a arma do Arsenal nos primeiros minutos. Aos 7, após bola recuperada, Monreal deu lançamento longo, Ramsey ajeitou de calcanhar para Özil e recebeu de volta, mas a finalização foi ruim, parando em desvio de Piqué.

A primeira tentativa de conclusão a gol da equipe catalã aconteceu apenas aos 13 minutos, quando Rakitic bateu de fora da área, só conseguindo um escanteio, após bloqueio de Koscielny. A partir daí, o Barça conseguiu impor mais seu estilo, trocando bolas no campo de ataque, tentando criar novas oportunidades.

Aos 21, em alta velocidade, o Arsenal ficou muito perto de marcar. Primeiro, Özil serviu Bellerín na entrada da área, que bateu para a defesa de Ter Stegen. No rebote do goleiro, Ox-Chamberlain ficou de frente para o gol, mas finalizou em cima do camisa 1, que agarrou a bola com segurança, mesmo caído.

O Barça seguiu com a bola, jogando no campo de ataque, mas sofrendo para penetrar na defesa dos anfitriões. Aos 31, Neymar levantou da intermediária para Messi, que teve que cabecear da entrada da área, sem grande perigo para Cech.

Nos minutos finais do primeiro tempo, Neymar caiu pela direita, fez boa jogada individual e acertou forte chute a partir da lateral da área. O goleiro Arsenal, atentou, fez defesa segura e parou mais uma ataque da equipe catalã.

Aos 46, o Barça teve a melhor chance na etapa inicial, quando Rakitic alçou bola na área, Daniel Alves escorou de primeira e Suárez, de frente para o gol, testou à direita de Cech, em bola que saiu mansamente pela linha de fundo.

O segundo tempo começou com panorama totalmente diferente, já que foram os visitantes a avançar linhas e fazer pressão. Aos 3, Neymar disparou pela esquerda, nas costas da defesa, recebeu de Iniesta, mas finalizou em cima de Cech.

Ainda nos primeiros minutos, o clima esquentou, quando Alba caiu, alegando ter sido agredido por Giroud. Houve rápido empurra e empurra e zagueiro-volante Mascherano foi responsável por acalmar os ânimos.

O centroavante francês foi protagonista outra vez aos 14 minutos, desta vez se aproveitando de cruzamento de Monreal, ganhando da zaga no alto e testando no canto direito de Ter Stegen. O goleiro alemão mostrou agilidade e elasticidade, fazendo defesa espetacular.

Aos 19, o Barça precisou montar um paredão dentro da área, com Rakitic, Daniel Alves, Piqué e Iniesta, que evitaram duas finalizações do Arsenal, de Ramsey e Sánchez. No novo rebote, Mertersacker isolou a bola.

A resposta dos visitantes foi quase imediata. Suárez recebeu no lado direito da área e fuzilou. A bola cruzou toda a pequena área, Neymar tentou alcançá-la, sem sucesso, mas o destino acabou sendo a linha de fundo.

Conforme o tempo ia passando, o Arsenal foi perdendo a paciência para trabalhar a bola. Aos 26, após uma tentativa de enfiada, o Barça recuperou com Piqué, Suárez puxou o contra-ataque, arrancou e serviu Neymar, que levantou a cabeça e rolou para Messi dominar, ajeitar e fuzilar para o fundo das redes.

Seis minutos após abrir o marcador, em nova jogada de velocidade, Messi puxou o contra-golpe, ajeitou para Neymar, que não conseguiu finalizar e devolveu para o argentino. Dessa vez, o passe do camisa 10 foi para Suárez, que acertou a trave esquerda de Cech.

No lance seguinte, Welbeck, que substituiu Giroud, foi lançado na área, ajeitou de cabeça para Ramsey, que se esticou todo, deu leve toque na bola, mas não conseguiu vencer Ter Stegen, que defendeu com segurança.

Aos 37, Mertersacker matou mal uma bola dentro da área e a entregou nos pés de Messi, que acabou derrubado por Flamini - que tinha acabado de substituir Coquelin. Na cobrança, o craque argentino bateu no canto direito de Cech, que caiu no outro, e fez 2 a 0.

O Arsenal, sem muita organização, é verdade, até tentou lutar por um golzinho, mas por pouco, aos 46 não vê a eliminação ir por água abaixo. Neymar recebeu cruzamento na área e, livre, testou, obrigando o goleiro adversário a fazer ótima defesa.



Ficha técnica:.

Arsenal: Cech; Bellerín, Mertesacker, Koscielny e Monreal; Ramsey, Coquelin (Flamini) e Özil; Sánchez, Oxlade-Chamberlain (Walcott) e Giroud (Welbeck). Técnico: Arsène Wenger.

Barcelona: Ter Stegen; Daniel Alves, Mascherano, Piqué e Alba; Busquets, Rakitic e Iniesta; Messi, Suárez e Neymar. Técnico: Luis Enrique.

Árbitro: Cüneyt Çakir (Turquia), auxiliado pelos compatriotas Bahattin Duran e Tarik Ongun.

Gols: Messi (2) (Barcelona).

Cartões amarelos: Monreal (Arsenal) e Piqué (Barcelona)

Estádio: Emirates Stadium, em Londres (Inglaterra).

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