Esporte

Dirigentes deveriam ser "mais torcedores e menos políticos", diz Infantino

04/03/2016 14h39

Redação Central, 4 mar (EFE).- O novo presidente da Fifa, o suíço Gianni Infantino, afirmou nesta sexta-feira que os líderes do futebol devem se parecer "mais com os torcedores e menos com os políticos" para que o futebol melhore.

Em entrevista divulgada pelo site oficial da entidade, o mandatário lembrou que quando ia ao estádio para assistir uma partida vestia "calças e a camisa mais velha da gaveta".

"Mas agora, quando vou a algum jogo, tenho que vestir terno e gravata. Acho que é preciso mudar esse aspecto, os líderes do futebol deveriam se parecer mais com os torcedores e menos com os políticos. Se não esquecermos que todos fomos torcedores, o futebol melhorará", comentou.

Na entrevista, Infantino pediu que os torcedores tenham "confiança" em seu trabalho no comando da Fifa pelos próximos quatro anos.

"Eu também sou um amante do futebol, sou como eles. Sei o que significa acompanhar o time em todos os estádios semana após semana, fiz isso muitas vezes. Sei o que significa ter o futebol como paixão e ser torcedor de uma equipe. Sem os torcedores, o futebol não é nada", ressaltou.

Na opinião do suíço, o ideal seria "contar com jogadores e torcedores" na tomada de decisões, no desenvolvimento do futebol e em atividades de caráter social.

"Pudemos ver em várias ocasiões que os ex-jogadores gostam de participar das atividades organizadas pela Fifa. Temos que ser capazes de incluí-los, por isso que uma das minhas prioridades será criar uma equipe de lendas do futebol que dê prestígio à Fifa e a faça brilhar pelo mundo inteiro", disse.

Entre os desafios de Infantino está o desenvolvimento do futebol por meio do investimento em programas adaptados às necessidades específicas de cada país.

"As necessidades são completamente diferentes no Butão, em Madagascar, na Suíça e no Paraguai, por isso que precisamos nos adaptar às nossas 209 associações e auxiliá-las para desenvolver o futebol de acordo com suas necessidades", declarou.

O suíço também mencionou a ideia de incluir a ajuda tecnológica e de ampliar para 40 o número de seleções que participam da Copa do Mundo.

"Seria dada a possibilidade de mais oito países participarem, mas muitos outros podem inclusive sonhar em estar na competição. Disputar os torneios de classificação é uma grande oportunidade", explicou.

Ao longo da entrevista, o presidente da Fifa também se disse disposto a contribuir para o desenvolvimento do futebol feminino mundialmente.

"Não é só questão de aumentar a presença das mulheres no futebol, mas também em cargos de liderança nas federações nacionais, nas confederações e na própria Fifa. Acredito que exista interesse em estimular o futebol feminino no mundo todo, então podemos conseguir resultados espetaculares", enfatizou.

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