Esporte

Investigação não encontra provas de compra de votos para Copa de 2006

04/03/2016 12h10

Berlim, 4 mar (EFE).- Uma investigação encarregada pela Federação Alemã de Futebol (DFB) chegou à conclusão de que não há provas claras de que tenha ocorrido compra de votos para a aprovação do país como sede da Copa do Mundo de 2016 por parte dos representantes da candidatura alemã, embora haja provas de pagamentos duvidosos.

A investigação -realizada pelo escritório de advogados Freshfields e cujos resultados foram apresentados nesta sexta-feira- detectou alguns movimentos de dinheiro pouco claros como transferências realizadas através de uma conta em nome de Franz Beckenbauer, que estava à frente da candidatura alemã.

Além disso, foi encontrado uma transferência de 10 milhões de francos suíços, realizada desde a conta do escritório de advogados suíço Gabriel&Müller, a uma empresa no Catar cujo único proprietário era o ex-funcionário da Fifa Mohammed bin Hamann, figura fundamental em vários escândalos de corrupção e suspenso de por vida.

Com isso, segundo o relatório, não se pode descartar taxativamente que tenha ocorrido subornos.

"Não encontramos provas de compra de votos, mas também não podemos descartá-la totalmente", disse o jurista Christian Duve ao apresentar o relatório.

Dentro das investigações, foi expressada a suspeita de que Bin Hammann possa ter distribuído o dinheiro que chegou à empresa entre outros funcionários da Fifa para a concessão da sede do Mundial 2006.

No entanto, também foi sugerido que o dinheiro tenha sido usado para a campanha de reeleição de Josef Blatter como presidente da Fifa em 2002.

Algo que Duve qualificou de "misterioso" foi o acordo de cooperação assinado por Beckenbauer com o então presidente da Concacaf, Jack Warner, que, segundo disse o jurista, "incluía ajudas que iam além das que há em outros acordos comparáveis".

O ex-presidente da DFB, Wolfgang Niersbach, que renunciou no marco do escândalo, foi parcialmente eximido de culpa pelo relatório que considera que não necessariamente ele teve conhecimento de coisas que ocorreram antes de 2015.

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