Esporte

Chiriboga renuncia à presidência da Federação Equatoriana de Futebol

07/03/2016 22h07

Quito, 7 mar (EFE).- Acusado de corrupção no escândalo da Fifa, Luis Chiriboga renunciou à presidência da Federação Equatoriana de Futebol (FEF), afirmou o nesta segunda-feira o advogado do dirigente, Juan Carlos Machuca.

Apesar de fontes da FEF terem afirmado à Agência Efe que não sabiam da saída de Chiriboga, uma carta de renúncia assinada pelo dirigente foi divulgada nas redes sociais e na imprensa local. No documento, o agora ex-presidente da entidade diz que sua saída ocorre em um momento oportuno, após 18 anos no cargo.

"Considero o momento oportuno para apresentar minha renúncia irrevogável à presidência da Federação Equatoriana de Futebol, para que vocês do diretório, no uso de suas atribuições, elejam as novas autoridades que guiarão nosso futebol ao caminho do progresso e da superação", afirma o texto.

Uma reunião será realizada amanhã na sede da FEF. Somente depois do encontro a entidade irá se pronunciar de forma oficial, disseram as fontes consultadas pela Efe.

Chiriboga fez também um balanço de sua gestão à frente da FEF, que se traduziu, segundo o dirigente, "na classificação a três Copas do Mundo, dois Mundiais Sub-20, dois Mundiais Sub-17, um Mundial Feminino e uma medalha pan-americana".

Além disso, o ex-presidente afirma na carta que foi responsável por construir um "formoso e funcional edifício na cidade de Guayaquil e a casa da seleção em Quito, que oferece todas as comodidades a nossas seleções e equipes".

"Deixamos a seleção equatoriana de futebol na primeira posição nas Eliminatórias da América do Sul, com 12 pontos em 12 possíveis, e com grande chance de nos classificarmos para o nosso quarto Mundial", acrescentou o dirigente.

A direção da FEF tinha suspendido Chiriboga por 90 dias em 4 de dezembro. No dia seguinte, a Justiça do Equador decretou a prisão domiciliar do dirigente, acusado de corrupção. Ele afirmou que não renunciaria ao cargo, mas colaboraria com as investigações.

A Promotoria do Equador investiga Chiriboga pelos crimes de lavagem de dinheiro e irregularidades nos contratos de venda de direitos de transmissão. Também estariam envolvidos no caso o secretário-geral da FEF, Francisco Acosta, também em prisão domiciliar, e o chefe de logística da entidade, Vinicio Luna, detido em uma penitenciária de Quito.

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