Esporte

Documentos sobre cooperação entre Platini e Blatter são confiscados em Paris

09/03/2016 09h54

Paris, 9 mar (EFE).- A Federação Francesa de Futebol (FFF) confirmou nesta quarta-feira a revista realizada em sua sede a pedido da justiça suíça, para levar documentos sobre a cooperação de Michel Platini com o ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, ambos afastados do futebol por suposta corrupção.

Segundo confirmou à Agência EFE um porta-voz da FFF, a revista aconteceu durante a tarde de terça-feira por parte de agentes da promotoria financeira francesa, que buscavam "documentos relativos às modalidades de colaboração de Michel Platini com a Fifa no período 1998-2002".

O escritório de advogados que representa Platini na França, a firma Cliffod Chance, manifestou em comunicado sua satisfação por "esta nova etapa porque o quanto antes a justiça suíça terminar com sua instrução, Platini será inocentado mais rápido".

O escritório precisou que não foi informado sobre a revista "de forma antecipada" e que desconhece o objetivo "preciso dessa operação", da qual se inteirou "pela imprensa".

A Procuradoria Geral da Suíça informou ontem sobre a revista dos escritórios da FFF em Paris com o consentimento desta última e em cooperação com as autoridades judiciais francesas.

Nesta ação, foram expropriados documentos relacionados com o pagamento suspeito de 1,8 milhõe de euros realizado em 2011 pelo então presidente da Fifa, Josep Blatter, a Platini, ex-responsável da Uefa, pelo qual ambos foram afastados de suas funções e privados de toda atividade oficial relacionada com o futebol durante oito anos.

A Justiça suíça tinha apresentado um pedido de cooperação judicial à França relativa às investigações que efetua sobre a corrupção na Fifa.

A investigação penal contra Blatter, por gestão desleal e apropriação ilícita de fundos, foi aberta em setembro, mas o ex-dirigente esportivo mundial negou ter cometido alguma infração.

Blatter, que amanhã completa 80 anos, assegurou que o pagamento completava o que a Fifa devia a Platini por um contrato de assessoria que o ex-presidente da Uefa tinha assinado nove anos antes.

No marco da investigação judicial na Suíça, Platini foi interrogado em condição de testemunha e negou qualquer irregularidade.

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