Esporte

Ídolo do Cruzeiro, Roberto Perfumo morre aos 73 anos

10/03/2016 20h48

Buenos Aires, 10 mar (EFE).- O ex-jogador da seleção da Argentina, ex-técnico e comentarista Roberto Perfumo morreu nesta quinta-feira aos 73 anos, vítima de um acidente cardiovascular (AVC) agravado por uma fratura de crânio sofrida após cair em uma escada de um restaurante de Buenos Aires.

Perfumo, que jogou as Copas do Mundo de 1966 e 1974, foi um dos grandes ídolos da história do Cruzeiro. Com a camisa da Raposa, o ex-zagueiro, conhecido como "O Marechal", venceu o Campeonato Mineiro em 1972, 1973 e 1974, além da Taça Minas Gerais de 1973.

Considerado como um dos melhores zagueiros da história do futebol argentino, Perfumo nasceu em Sarandí, na província de Buenos Aires, em 3 de outubro de 1942. Estreou pelo Racing em 1964 e, no mesmo ano, disputou os Jogos Olímpicos de Tóquio com a Argentina.

Com a 'Academia', Perfumo disputou 232 partidas e fez 14 gols. Se tornou um dos maiores ídolos do clube ao vencer a Taça Libertadores de 1967 e a Copa Intercontinental no mesmo ano. E também conquistou o Campeonato Argentino de 1966.

"Quando tinha 9 anos, minha vida era fazer álbuns de figurinhas com os jogadores do Racing. Depois, ainda muito menino, comecei a ir no estádio ver o time, porque nessa época as crianças entravam de graça", contou Perfumo em uma entrevista.

Em 1971, o zagueiro foi contratado pelo Cruzeiro, onde ficou por quatro anos, até 1975, quando voltou à Argentina para defender o River Plate. Com os 'Millonarios', o zagueiro conquistou o tricampeonato nacional (1975, 1976 e 1977).

Além disso, jogou 37 partidas com a seleção do país, disputando as Copas do Mundo de 1966, na Inglaterra, quando a 'Albiceleste' foi eliminada nas semifinais pelos donos da casa, e a de 1974, na Alemanha, em que a Argentina caiu ainda na primeira fase.

"Os momentos da vida passei no campo, jogando futebol. Eu vivia para o futebol, me cuidava e comia só saladas. Não bebi uma gota de álcool nem fumei nesses 25 anos", afirmou na época o jogador, que se aposentou em 1978, aos 36 anos.

Apesar da aposentadoria, Perfumo não se afastou dos gramados. Em 1981, assumiu o cargo de técnico do Sarmiento de Junín, onde, no entanto, não conseguiu bons resultados. Depois, em 1991, comandou o Racing e terminou o Campeonato Argentino na quarta posição.

Já em 1992, o ex-jogador comandou o Olímpia, do Paraguai, e venceu de forma invicta o Torneio da República.

No ano seguinte, voltou à Argentina para dirigir o Gimnasia La Plata e venceu a Copa Centenário, um torneio organizado pelos cem anos da Associação do Futebol Argentino (AFA).

Nos últimos anos, Perfumo trabalhou comentarista do Campeonato Argentino para a "ESPN" e colaborava com vários jornais locais.

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