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Ministério da Defesa realiza simulação de ataque químico no Parque Olímpico

11/03/2016 17h35

Rio de Janeiro, 11 mar (EFE).- O Ministério da Defesa coordenou nesta sexta-feira uma simulação de ataques com armas biológicas, químicas ou nucleares, visando aprimoramento do corpo de segurança que atuará nos Jogos Olímpicos de 2016, que acontecerá no Rio de Janeiro.

"Estamos plenamente capacitados para fazer frente a qualquer ameaça deste tipo", afirmou à Agência Efe o comandante do Primeiro Batalhão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear do Exército, coronel Anderson Pereira Silva.

A atividade aconteceu no Parque Olímpico de Deodoro, na zona oeste da capital fluminense, e foi o exercício final de um cuso de capacitação em descontaminação de múltiplos vítimas, ministrado por oito instrutores do Exército dos Estados Unidos.

A simulação teve atendimento a dezenas de espectadores de evento, atingidos por ataque com gás sarin, lançado a partir de um drone. Foram montadas tendas para receber e isolar as vítimas e realizar a descontaminação, além do transporte a unidades médicas e trabalho de identificação do agente químico utilizado.

"Neste curso, capacitamos 60 pessoas, 30 das Forças Armadas, incluindo Exército, Marinha e Aeronática, e mais 30 da Defesa Civil, Corpo dos Bombeiros e Ministério da Saúde", afirmou Pereira Silva.

Apesar da realização deste tipo de simulação e preparação de defesa e contenção, o governo descarta que exista ameaça terrorista específica para os Jogos Olímpicos.

"Contamos com um pessoal que trabalha na área de inteligência, que analisa os riscos e as ameaças e que, até o momento, não identificou que isso possa ocorrer", afirmou o assessor em Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear do Ministério da Defesa, coronel Chamon Malizia De Lamare.

O oficial, no entanto, afirmou que as forças de segurança do país precisam estar preparadas para encarar este tipo de situação, já que a "conjuntura mundial se transforma com grande rapidez".

"Temos que estar preparados, sem nos importarmos se temos 0,1% de chance de acontecer algo ou 90% de possibilidade. A preparação é a mesma", afirmou o coronel Pereira Silva, que lembrou que todo país-sede dos Jogos é um alvo potencial de ataques.

Os militares brasileiros lembraram que, apesar de apto para se defender de ameaça desta natureza, o Brasil nunca enfrentou qualquer incidente. Por outro lado, foi lembrado que oficiais do país foram mobilizados nos últimos meses para isolar suspeitos de ebola, que vieram do exterior, e também para atuar na segurança do papa Francisco, em 2013.

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