Esporte

Temporada 2016 terá "caos" no treino, pneus ultramacios e mais barulho

16/03/2016 21h20

Sergio Álvarez

Redação Central, 16 mar (EFE).- O Mundial de Fórmula 1 de 2016 começará neste fim de semana em Melbourne (Austrália) e estreará algumas novidades no regulamento, entre as quais destaca um novo sistema de treino de classificação, os pneus ultramacios e um aumento de 25% no barulho dos motores.

Neste ano, a principal categoria do automobilismo terá um novo sistema para a formação do grid aos sábados, que estabelece a sucessiva eliminação dos carros mais lentos durante as três partes da sessão (Q1, Q2 e Q3) até que os dois melhores se disputem a pole em um mano a mano.

Segundo o novo formato, que tem o propósito de dar mais emoção aos torcedores e fãs, o Q1 durará 16 minutos. A partir do sétimo minuto, o carro mais lento será eliminado, e a cada minuto e meio serão descartados os donos dos piores tempos até restarem 15 competidores.

O Q2 será de 15 minutos, e as eliminações começarão a partir do sexto minuto. A partir daí, a cada 90 segundos, um piloto deixará a disputa até restarem os oito que estarão no Q3, de 14 minutos.

Nessa última dase, aos cinco minutos começarão as eliminações, que mais uma vez acontecerão a cada um minuto e meio, até restarem dois competidores. Os dois brigarão pela pole em um mano a mano que também durará 90 segundos.

Quanto aos pneus, a Pirelli, fornecedora única, introduziu já nos testes de pré-temporada o ultramacio. O composto se une aos já existentes supermacio, macio, médio e duro e não será usado até o GP do Canadá, o sétimo do ano, em 12 de junho.

Em 2016, os pilotos terão a sua disposição em cada corrida três, e não apenas dois, dos cinco tipos de pneu para pista seca. Na Austrália, por exemplo, serão usados os médios, os macios e os supermacios. Serão fornecidos 13 jogos de pneus para cada piloto durante todo o fim de semana.

Desses tipos compostos, dois serão escolhidos pela Pirelli para a corrida, enquanto o terceiro será restrito ao Q3 do treino classificatório. Nos outros treinamentos, o competidor será livre para escolher entre os três tipos.

Por exemplo, na Austrália, o britânico Lewis Hamilton optou por um jogo de pneus médios, seis de macios e seis de supermacios, enquanto seu companheiro na Mercedes, o alemão Nico Rosberg, escolheu dois jogos de médios, cinco de macios e seis de supermacios.

Os dois pilotos da Ferrari, o também alemão Sebastian Vettel e o finlandês Kimi Raikkonen, selecionaram dois jogos de médios, cinco de macios e seis de supermacios. Na McLaren e na Williams, um de médios, cinco de macios e sete de supermacios.

A ideia é que, dentro das limitações da seleção geral da Pirelli por corrida, os pilotos possam tomar decisões estratégicas baseadas em seus próprios estilos de condução, as características de seus carros e a natureza de cada pista.

Outra das novidades deste ano será uma modificação dos escapes, que fará com que aumente em 25% o som dos carros. A chegada dos motores híbridos ao Mundial de Fórmula 1, em 2014, afetou no som que os bólidos emitem, algo muito criticado pelos fãs, que sentem saudades dos decibéis de outros tempos.

Assim, em 2016, todos os carros deverão ter separada uma válvula de descarga no escape pela qual deverão passar todos os gases. Adotou-se essa medida para aumentar o som sem que haja efeito significativo na potência ou nas emissões desses gases.

Dado o aumento de 19 a 21 corridas em 2016, o número de unidades de potência que cada piloto poderá utilizar passa de quatro a cinco. Por isso, as punições de perda de posições no grid começarão a ser aplicadas com a mudança de algum dos seis elementos da sexta unidade de potência.

Além disso, nesta temporada, foram suavizadas as restrições quanto ao desenvolvimento dos motores para que Renault e Honda tenham mais chances de se aproximar das equipes mais potentes do campeonato. Os níveis de potência dos melhores motores de agora podem ser superiores a 1.000 CV. Acredita-se que essas duas fabricantes aumentaram sua potência de saída em até 70 CV.

Outra novidade é a criação da figura do Piloto do Dia, um prêmio que será entregue em parceria com os veículos de imprensa que têm os direitos de transmissão do campeonato e que será dado no final de cada prova de acordo com os votos dos torcedores pela internet.

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