Esporte

Lenda do futebol holandês, Johan Cruyff morre aos 68 anos

24/03/2016 11h18

Barcelona, 24 mar (EFE).- Maior lenda do futebol da Holanda, Johan Cruyff morreu nesta quinta-feira, aos 68 anos, em Barcelona, após meses de luta contra o câncer, informou a família do ex-jogador em sua conta oficial no Twitter.

"No dia 24 de março de 2016, Johan Cruyff (68) morreu em Barcelona, rodeado por sua família após uma dura luta contra o câncer. É com grande tristeza que pedimos que se respeite a privacidade da família durante seu tempo de luto", diz a nota.

Nascido em Amsterdã em 25 de abril de 1947, Cruyff revolucionou o futebol moderno. Primeiro como jogador, sendo o principal nome do da seleção da Holanda da década de 1970 e da equipe que ficou conhecida como Laranja Mecânica na Copa do Mundo de 1974, além das passagens por Barcelona e Ajax, clubes nos quais é ídolo. Depois, como treinador, criando uma nova escola com seu estilo ofensivo.

Cruyff anunciou há poucos meses que sofria com um câncer de pulmão e, durante o tratamento, chegou a brincar que estava vencendo a queda de braço contra a doença. Nos últimos dias, porém, seu estado de saúde piorou consideravelmente até que, após uma viagem ao Oriente Médio, o ex-jogador começou a se sentir mal.

A lenda do futebol holandês começou a carreira fazendo história com o Ajax. Com clube de Amsterdã, entre outros troféus, Cruyff conquistou o Campeonato Holandês em oito oportunidades, além de levantar outras três vezes a Copa dos Campeões da Europa, a antiga Liga dos Campeões.

O desempenho chamou a atenção do Barcelona, que o contratou em 1973. No entanto, a lenda holandesa venceu apenas dois títulos pelo clube catalão como jogador: o Campeonato Espanhol de 1973-1974 e a Copa do Rei de 1977-1978.

A revolução, no entanto, ocorreu quando Cruyff chegou ao banco de reservas do Barça, em 1988. No comando do clube, o ex-jogador acumulou 11 títulos, entre eles o tetracampeonato espanhol (1990-1991, 1991-1992, 1992-1993 e 1993-1994) e a Liga dos Campeões (1991-1992). Um dos atletas que participou dessa sequência foi Josep Guardiola, que seguiu a filosofia do ex-técnico e, quando assumiu o comando do Barcelona, repetiu os passos de Cruyff e fez história.

Apesar do enorme legado, o holandês sempre teve críticos dentro do Barcelona. Despedido em 1996, ele decidiu encerrar a carreira como treinador, chegou a ser vinculado a alguns grupos de dirigentes que tentavam chegar ao poder no clube.

Guardiola, sem dúvida, foi um dos alunos mais aplicados de Cruyff e voltou a defender as ideias do jogador em 2009, quando assumiu o comando da equipe. O holandês apostou em seu ex-jogador e bancou a ideia de deixá-lo comandar a equipe junto ao presidente do Barcelona na época, Joan Laporta, que ouvia de parte de sua diretoria que a melhor ideia era contratar o português José Mourinho.

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