Esporte

Atacante venezuelano critica dia a dia em Caracas: "não é vida, é um caos"

01/04/2016 18h22

Caracas, 1 abr (EFE).- Um dos principais destaques da seleção venezuelana, o atacante Salomón Rondón, que atua pelo West Bromwich, da Inglaterra, criticou o dia a dia na capital de seu país natal, classificando-a como "um caos" em entrevista ao jornal britânico "The Guardian".

"A vida em Caracas não é vida. É uma incerteza constante pensar que um dia vão te matar, que ao sair do trabalho talvez não volte para casa. A cidade é um caos", declarou o jogador.

"Quando vivia lá, não era tão ruim, é pior agora. Não se pode viver lá", acrescentou.

Rondón contou que sua família mora na capital venezuelana, sua cidade natal, e que se preocupa com os parentes.

"Falo com eles todos os dias para me certificar que estão bem. Sempre estou vendo as notícias no Twitter para ver se aconteceu alguma coisa", disse.

O atacante se mostrou alarmado diante da possibilidade de que familiares possam ser vítimas de criminosos.

"Muito poucas pessoas sabem quem é minha família. Tento na medida do possível que não me vejam com eles na Venezuela. Há risco de sequestros. É muito difícil e um sacrifício muito grande. Se estou com eles, é sempre em casa. Nunca saímos e, quando vou, tento me esconder e não chamar a atenção", relatou.

"Minha família está orgulhosa do que sou e de como posso ajudá-los, mas prefiro tê-los vivos", ressaltou.

O jogador também comentou a situação atual do futebol de seu país e da Federação Venezuelana de Futebol (FVF).

"Mantenho minha posição de que a direção da federação deveria renunciar", disse, referindo-se a uma carta pública na qual 15 jogadores da seleção exigiam a saída dos dirigentes.

"As pessoas que dirigem nosso futebol causaram muito prejuízo em todos os sentidos. Há coisas que não foram bem administradas por parte da federação. Um de seus representantes está detido nos Estados Unidos por acusações de corrupção", disse Rondón em relação ao ex-presidente da FVF, Rafael Esquivel.

"Acredito que tem que haver uma mudança", reiterou.

O atual presidente da entidade, Laureano González, respondeu hoje às declarações de Rondón em entrevista coletiva em Caracas na qual anunciou a mudança de treinador da seleção, que agora será dirigida pelo ex-goleiro Rafael Dudamel.

"Que ele não se esqueça de que saiu (do bairro) de Catia, que ele era pobre e hoje é rico", disparou.

"Li suas opiniões, mas que não se esqueça de que quem o treinou foi meu irmão Jesús Armando González e que aqui os venezuelanos continuamos lutando por este futebol, por nossa liga e nossos jogadores aos quais também temos que dar vitrine para que tenham possibilidades de ir para o exterior", afirmou o dirigente.

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