Esporte

Uefa defende Infantino de irregularidades em assinatura de contrato

05/04/2016 20h07

Redação Central, 5 abr (EFE).- A Uefa defendeu nesta terça-feira o ex-secretário-geral e agora presidente da Fifa, Gianni Infantino, acusado de ter envolvimento com uma empresa citada no Panama Papers, escândalo de ocultação de dinheiro por meio de offshores, que envolve políticos, empresários e celebridades.

O suíço, supostamente, assinou em 2006, no Equador, ainda como dirigente da Uefa, um contrato pela venda dos direitos de transmissão da Liga dos Campeões com a a empresa Cross Trading, com sede em um paraíso fiscal e filial da Full Play, propriedade de Hugo Jinkis, acusados de pagamento de propina na investigação realizada pelo FBI sobre a corrupção na Fifa.

"Nunca houve suspeitas de que alguma irregularidade tenha acontecido. As explicações foram dadas aos veículos de imprensa de uma forma clara, razoável e perfeitamente transparente", diz comunicado divulgado pela entidade continental.

De acordo com a imprensa britânica, o novo presidente da Fifa assinou um contrato pelos direitos de transmissão da 'Champions' com Hugo e Mariano Jinkis, de acordo com os documentos vazados da empresa panamenha de advocacia e gestão de patrimônios Mossack Fonseca.

"É ainda mais reprovável que, apesar das explicações já dadas, certos setores da imprensa tenham escolhido tergiversar as coisas e confundir o público, sugerindo ou dando a entender, implicitamente, o contrário", apontao texto da Uefa.

A entidade garante, após revisão completa de todos os contratos referentes a comercialização de direitos de transmissão no Equador, que a negociação foi feita a partir de uma licitação feita pela TEAM Marketing, atuando em nome da entidade.

"Os direitos foram para a Teleamazonas/Cross Trading, porque fizeram a maior oferta do mercado", diz a Uefa.

Segundo publica a imprensa inglesa, A Cross Trading pagou 98 mil euros pelos direitos de transmissão da 'Champions' entre 2006 e 2009 no Equador, que foram posteriormente revendidos para a Teleamazonas por 274 mil euros.

"É preciso que conste que, nem a Uefa, nem Gianni Infantino, nunca foram contatados pelas autoridades sobre este contrato em particular. Certamente, se a Uefa for contatada por qualquer razão, estará mais do que disposta a colaborar", afirma o comunicado.

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