Esporte

Envolvido no caso Panama Papers, uruguaio renuncia a Comitê de Ética da Fifa

06/04/2016 16h51

Montevidéu, 6 abr (EFE).- O presidente do Peñarol, Juan Pedro Damiani, renunciou a seu cargo no Comitê de Ética da Fifa através de uma carta enviada ontem a esse órgão e à qual a Agência Efe teve acesso nesta quarta-feira.

O vazamento de documentos da empresa de advocacia e gestão de patrimônios Mossack Fonseca revelou uma investigação interna realizada pela entidade máxima do futebol mundial sobre Damiani por seu vínculo com o uruguaio Eugenio Figueredo, ex-vice-presidente da Fifa preso em Montevidéu acusado de cometer fraude e lavagem de dinheiro na Conmebol.

"Nem a título pessoal, nem através de nossa firma (sua empresa de consultoria), tive relação comercial alguma ou realizei negócios com ou para o senhor Eugenio Figueredo, nem para nenhuma das demais pessoas mencionadas nos artigos jornalísticos divulgados nos últimos dias", afirmou Damiani na carta.

"E, no entanto, meu bom nome, o da minha família e o de minha empresa se veem afetados por insinuações injustas e caluniosas", acrescentou o dirigente uruguaio.

Em sua carta, Damiani "roga" ao presidente do Comitê de Ética da Fifa, Hans-Joachim Eckert, que aceite sua "renúncia indeclinável ao cargo" que ocupava desde 1998 para que, enquanto tenta prova sua inocência, o órgão não veja manchada sua capacidade de atuar.

Damiani argumentou que denunciou à Justiça de Crime Organizado do Uruguai, em dezembro de 2013, "as situações que entendia merecerem ser investigadas a fundo na Conmebol", e que fez o mesmo na Fifa em fevereiro de 2014.

Em janeiro deste ano, ele depôs como testemunha perante a Justiça uruguaia e reconheceu que sua empresa constituiu algumas companhias para Figueredo, mas que "não administrou nada" delas.

"A empresa que presido nunca administrou um só centavo de Figueredo. Nunca realizamos nenhuma tarefa de ocultação dos bens, e (a empresa) foi a primeira a reportar às autoridades competentes toda a informação que tínhamos", alegou o presidente do Peñarol.

Segundo os vazamentos divulgados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ, na sigla em inglês) e que foram batizados como Panama Papers, Damiani foi também supostamente intermediário de uma empresa dos argentinos Hugo e Mariano Jinkis, pai e filho acusados de subornar a Conmebol por direitos de transmissão de partidas pela televisão.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba as principais notícias do dia. É de graça!

Mais Esporte

Topo