Esporte

Infantino diz que documentos vazados inocentam Uefa e a ele próprio

06/04/2016 15h56

Redação Central, 6 abr (EFE).- O suíço Gianni Infantino, presidente da Fifa e ex-secretário-geral da Uefa, garantiu nesta quarta-feira que a confederação continental administrou corretamente todos os contratos relativos à venda de direitos de transmissão da Liga dos Campeões da Europa no Equador para os anos entre 2006 e 2009.

"Segundo estes documentos, está claro que a Uefa administrou adequadamente todas as questões contratuais. Em prol da transparência e da clareza, é essencial que sejam revelados todos os elementos desse relatório", garantiu o dirigente, em comunicado divulgado pela federação internacional.

Hoje, a polícia federal da Suíça realizou operação na sede da Uefa, em Nyon, a partir de obtenção de ordem judicial para ter os contratos da entidade com emissoras de televisão equatorianas, pelos direitos de transmissão da Liga dos Campeões da Europa.

Infantino assinou em 2006, no Equador, contrato com a Cross Trading, com sede em um paraíso fiscal e filial da Full Play, propriedade de Hugo Jinkis, acusados de pagamento de propina na investigação realizada pelo FBI sobre a corrupção na Fifa.

Segundo publica a imprensa inglesa, a Cross Trading pagou 98 mil euros pelos direitos de transmissão da 'Champions' entre 2006 e 2009 no Equador, que foram posteriormente revendidos para a Teleamazonas por 274 mil euros.

"Se já era muito forte a minha determinação de restaurar a reputação do futebol, agora é ainda mais. Dou boas-vindas a qualquer investigação sobre este assunto. Certamente, ficarei muito feliz de comparecer a audiência judicial, se for solicitado a dar explicações sobre o assunto. É do meu interesse que tudo seja revelado", afirmou o presidente da Fifa.

De acordo com documentos que teve acesso a Agência Efe, a negociação aconteceu por meio de processo de licitação aberto, conduzido pela Team Marketing, autorizado da Uefa para comercializar direitos. Inicialmente, Infantino negou qualquer ligação com o caso, o que segundo a Uefa, foi alegado por o dirigente não ter conduzido as tratativas.

"Por esta razão que Gianni Infantino, atuando com base nas informações que haviam sido fornecidas pela Uefa, disse à imprensa que não tinha feito nenhum acordo com companhias ou empresas citadas nos documentos. A Uefa pede desculpas por esta omissão", apontou a entidade europeia, em comunicado.

Mais cedo, a entidade continental garantiu que disponibilizou todos os documentos solicitados sobre o assunto, enquanto o Ministério Público da Suíça revelou que há "suspeita de má gestão criminosa" em negociações de venda de direitos de televisão de competições organizadas pela Uefa.

"A suspeita está baseada no resultado das investigações de outros casos que surgiram, assim como da análise financeira realizada pela promotoria. As publiacações recentes na imprensa, revelaram outros elementos que tornaria possível completar as investigações de uma maneira decisica", aponta o órgão.

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