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Sede da Uefa é alvo de operação de busca e apreensão da polícia suíça

06/04/2016 12h52

Genebra, 6 abr (EFE).- A polícia federal da Suíça realizou operação nesta quarta-feira na sede da Uefa, em Nyon, a partir de obtenção de ordem judicial para ter os contratos da entidade com emissoras de televisão equatorianas, pelo direito de transmissão da Liga dos Campeões da Europa.

A própria confederação continental confirmou, por meio de comunicado, a presença dos agentes em seus escritórios, garantindo ainda que todos os dados foram entregues, e que haverá colaboração total com as investigações.

O nome do suíço Gianni Infantino, ex-secretário-geral da Uefa e atual presidente da Fifa, é acusado de ter envolvimento com uma empresa citada no Panama Papers, escândalo de ocultação de dinheiro por meio de offshores, que envolve políticos, empresários e celebridades.

Os documents vazados dos arquivos da empresa panamenha Mossack Fonseca, que seria especializada em fornecer suporte para abertura de empresas em paraísos fiscais, revelaram contratos da Uefa que foram assinados no período em que Infantino era diretor jurídico.

O suíço, supostamente, assinou em 2006, no Equador, contrato pela venda dos direitos de transmissão da Liga dos Campeões com a Cross Trading, com sede em um paraíso fiscal e filial da Full Play, propriedade de Hugo Jinkis, acusados de pagamento de propina na investigação realizada pelo FBI sobre a corrupção na Fifa.

Segundo publica a imprensa inglesa, a Cross Trading pagou 98 mil euros pelos direitos de transmissão da 'Champions' entre 2006 e 2009 no Equador, que foram posteriormente revendidos para a Teleamazonas por 274 mil euros.

Infantino e a atual direção da Uefa, em diferentes manifestações, descartaram qualquer irregularidade. A confederação aponta que a negociação foi feita a partir de uma licitação feita pela TEAM Marketing, atuando em nome da entidade, e que o suíço a assinou por ser a pessoa adequada a fazer isso.

Nas primeiras matérias sobre o Panama Papers, também apareceu o nome do francês Michel Platini, presidente suspenso da Uefa, que teve o nome ligado a contas bancárias em bancos localizados em paraísos fiscais.

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