Esporte

Cuba terá delegação renovada para os Jogos Olímpicos do Rio

28/04/2016 18h05

Havana, 28 abr (EFE).- Cuba virá aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, com uma delegação composta por grandes figuras do esporte na ilha, mas perto de metade do grupo é composta por jovens atletas, que estrearão no evento com a missão de ajudar o país a ficar entre os 20 primeiros no quadro de medalhas.

O presidente do Instituto Cubano de Esportes (Inder, na sigla em espanhol), Antonio Becali, disse nesta quinta-feira que 85 atletas já têm presença garantida no Rio de Janeiro, apesar de esperar que o número chegue a 110 ou até 120 - aproximadamente o mesmo número que foi a Londres-2012 -, no fim dos torneios pré-olímpicos em junho.

"A principal diferença dessa delegação em relação a anterior é a juventude dos atletas, cuja média de idade é de 25 nos. Além disso, só 54 atletas têm experiência olímpica", disse o dirigente.

"Estamos orgulhosos de os Jogos Olímpicos serem realizados pela primeira vez na América Latina e, sobretudo, no Brasil, um país com o qual somos unidos por laços especiais", afirmou Becali, acrescentando que os resultados de Cuba nos recentes campeonatos mundiais o fazem prever um "bom desempenho" no Rio 2016.

O diretor de Alto Rendimento do Inder, José Antonio Miranda, confirmou à Agência Efe que 70 atletas de 14 esportes buscam ainda uma vaga nos Jogos Olímpicos.

Entre as modalidades em que Cuba pode brigar por medalhas, Miranda citou luta olímpica, judô, tiro esportivo, taekwondo, atletismo e o boxe. Com nove classificados para o boxe, o dirigente acredita que todos eles possam ganhar medalhas.

Mijaín López (luta greco-romana), Idalis Ortiz (judô), Yarisley Silva (salto com vara), Leuris Pupo (tiro esportivo), Ángel Fournier (remo), Manrique Larduet (ginástica artística), Rafael Alba (taekwondo), além de Lázaro Álvarez, Arlen López e Roniel Iglesias (todos do boxe), são as esperanças cubanas de superar ou manter a 16ª colocação no quadro de medalhas obtida em Londres-2012.

Perguntado sobre a situação de Dayron Robles, campeão olímpico dos 110 metros com barreiras em 2008, e que pediu baixa da seleção cubana em 2013, Miranda explicou à Efe que o atleta está "trabalhando para homologar sua marca" e, caso se classifique, será incluído na delegação.

Após deixar a seleção da ilha, Robles participou de torneios por um clube de Mônaco. Mais tarde, voltou atrás e pediu para voltar a competir por Cuba, já visando os Jogos Olímpicos de 2016.

Na época, a Federação Cubana de Atletismo negou a solicitação, com o argumento de que o atleta tinha "ferido a disciplina e a ética esportiva", chegando até a afirmar que ele não poderia mais representar o país.

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