Esporte

Tailandês "rei do Duty Free" vira príncipe de conto de fadas do Leicester

02/05/2016 20h53

Igor Camargo.

Redação Central, 2 mai (EFE).- Quem poderia imaginar que, quase seis anos depois de adquirir o Leicester City, um modesto time da Inglaterra que pouco tempo antes havia subido da terceira para a segunda divisão, o empresário tailandês Vichai Srivaddhanaprabha conseguiria levá-lo ao título da Premier League, a elite do futebol do país?

Dono de uma operadora de free shops e considerado um "rei" do ramo, o bilionário foi uma espécie de príncipe de conto de fadas de uma equipe que começou a temporada como uma das principais candidatas ao rebaixamento para os comentaristas britânicos.

Em 2010, quando o conto começou, Vichai gastou 50 milhões de euros para adquirir o clube, e o futebol deixpou assim de ser para ele apenas uma distração. Ele enxergou uma oportunidade de negócio que o empresário croata Milan Mandaric, proprietário anterior, não aproveitou.

Sem gastos estratosféricos para trazer astros e pagar seus salários - prática adotada por donos de concorrentes de peso, como o xeque Mansour Bin Zayed (Manchester City) ou o russo Roman Abramovich (Chelsea) -, o tailandês teve a seu lado uma comissão técnica e olheiros que fizeram contratações cirúrgicas de jogadores pouco renomados e baratos para os padrões da elite inglesa.

Uma delas, para esta temporada, foi a do volante francês N'Golo Kanté, que estava no Caen, da França, e chegou ao Leicester por 5,6 milhões de libras. Já o zagueiro Robert Huth deixou o Stoke City por 3 milhões de libras. Por menos ainda foi contratada a dupla dinâmica Jamie Vardy (1 milhão) e Riyad Mahrez (400 mil), embora antes - em 2012 e 2014, respectivamente.

Juntos, eles e outros reforços e nomes que já compunham o elenco, como em um toque de mágica, mostraram uma química surpreendente dentro de campo e derrubaram os gigantes favoritos ao título. E foram uma grande lição do magnata tailandês sobre como conseguir grande rendimento de um investimento no qual poucos apostariam.

Resta agora saber até quando vai durar o belo conto do improvável Leicester e de seu dono. Ainda que o empresário e o clube não tenham que viver juntos para sempre, pelo menos a campanha 2015-2016 para eles teve um final feliz.

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