Esporte

Lateral Adriano é denunciado por fraude fiscal de R$ 2,6 milhões

04/05/2016 12h00

Barcelona, 4 mai (EFE).- A Promotoria de Crimes Financeiros da Espanha apresentou uma denúncia contra o lateral-esquerdo Adriano, do Barcelona, por defraudar 646.085 euros (R$ 2,63 milhões) à Fazenda do país, evitando o pagamento de tributação da receita oriunda de seus direitos de imagem através de uma empresa radicada na Ilha da Madeira, em Portugal.

Na denúncia, apresentada na justiça de Barcelona, a Promotoria acusa o jogador de dois crimes contra a Fazenda Pública cometidos nas declarações do Imposto de Renda dos anos de 2011 e 2012.

A investigação deriva de um relatório da Agência Tributária que detectou que o jogador brasileiro não tinha incluído em suas declarações do IRPF desses anos os valores obtidos pela cessão de direitos de imagem ao Barcelona.

Segundo a Promotoria, Adriano evitou o pagamento de impostos através de um mecanismo duplo: ocultando a renda derivada de um contrato assinado com a marca esportiva Nike, pelo qual cobrou 63.304,44 euros (R$ 257,8 mil) em 2011, e simulando a cessão de seus direitos de imagem a uma sociedade "puramente instrumental", denominada Chacun à sa place.

O lateral cedeu em 2010 os direitos de exploração de sua imagem à companhia, constituída em 2001 na Ilha da Madeira, por 2,3 milhões de euros e, meio ano depois, comprou a Chacun à sa place de uma firma das Ilhas Seychelles.

"Dessa forma, Adriano Correia teria se servido do vantajoso regime fiscal de dito território português para receber rendas derivadas da cessão da exploração de seus direitos de imagem ao Fútbol Club Barcelona", diz a Promotoria na denúncia.

O jogador assinou em julho de 2010 um contrato pelo qual cedia em caráter de exclusividade seus direitos de imagem ao Barça, em troca de 435 mil euros na primeira temporada. O valor foi subindo até chegar a 595 mil euros na temporada 2014/2015, de acordo com a Promotoria.

Em novembro de 2014, com a inspeção de suas declarações do Imposto de Renda já iniciada, Adriano apresentou uma declaração complementar pelo IRPF de 2012 aumentando em 924.750 euros a receita derivada de seu trabalho, que incluiriam o valor obtido com os direitos de imagem. Também incluiu outros 90.328 euros, que a Promotoria acredita que poderiam corresponder ao dinheiro obtido através do contrato com a Nike.

O clube catalão, que inicialmente tinha indicado que as despesas com os direitos de imagem do jogador eram passados à Chacun à sa Place, também apresentou declarações complementares em 2014 apontando repasses de mais de 500 mil euros ao atleta.

Em março deste ano, Adriano devolveu à Fazenda outros 65.176 euros correspondentes ao IRPF dos anos 2011 e 2012, com o que a Promotoria considera saldada a dívida pendente com a Agência Tributária.

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