Esporte

Comitê Executivo da Uefa decidirá sobre nova eleição presidencial no dia 18

09/05/2016 09h41

Redação Central, 9 mai (EFE).- A Uefa decidirá na reunião do Comitê Executivo no próximo dia 18, na Baseia, o calendário para a escolha de seu novo presidente, depois de a Corte Arbitral do Esporte (CAS) ter mantido a punição a Michel Platini.

Em comunicado, a Uefa informou que não designará um presidente interno após a confirmação de que o ex-jogador francês, que comanda a entidade desde 2007, segue inabilitado para exercer qualquer atividade relacionada com o futebol durante quatro anos.

O anúncio da Uefa foi feito depois de o próprio Platini, depois da divulgação da decisão da CAS, ter afirmado que apresentará sua renúncia ao cargo no próximo congresso da entidade.

Após a realização no último dia 3 de seu último congresso em Budapeste, no qual a Uefa aceitou Kosovo como novo membro da entidade, o próximo está previsto para ocorrer em 2017, em Helsinque, capital da Finlândia.

Depois da divulgação do anúncio da CAS, Platini manifestou sua "profunda decepção" com a decisão, sobretudo porque sua defesa frente às acusações foi respaldada por "vários professores de direito suíço".

O ex-jogador francês foi punido pelo Comitê de Ética da Fifa em outubro do ano passado por descumprir o código de ética ao receber um pagamento de 2 milhões de francos suíços da entidade em 2011, autorizado por Joseph Blatter, por trabalhos realizados anos antes, segundo um acordo assinado por ambos em 1999.

O órgão disciplinar da Fifa considerou que o acordo não tinha base legal e ambos foram banidos do futebol por oito anos. A própria Comissão de Apelação da Fifa reduziu no ano passado a punição para seis anos e, agora, a CAS determinou que Platini deverá ficar quatro anos longe de qualquer atividade relacionada ao esporte.

Depois da primeira punição, o Comitê Executivo da Uefa e as federações que compõem a entidade mostraram apoio a Platini em reunião presidida pelo então presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Ángel María Villar, na qualidade de primeiro vice-presidente do órgão máximo do futebol europeu.

Apesar disso, Villar não assumiu o comando da entidade, como explicou na época o então secretário-geral da Uefa, o Gianni Infantino, atual presidente da Fifa.

"Villar não é presidente interino, é o primeiro vice-presidente que atua como tal à revelia do presidente", afirmou Infantino.

Hoje, o painel da CAS que analisou o recurso de Platini considerou que o pagamento de 2 milhões de francos suíços feito pela Fifa ao ex-jogador em 2011 não se baseou em nenhum documento legal assinado enquanto o dirigente francês atuou na entidade.

A CAS também concluiu que Platini infringiu os artigos 20 do Código de Ética da Fifa (oferecimento ou aceitação de presentes e outros benefícios) e o 19 (conflito de interesses), embora tenha afirmado que a punição imposta pela entidade - oito anos afastado do futebol - era "severa demais", reduzindo-a para quatro anos.

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