Esporte

Rosberg vai à Espanha tentar ampliar vantagem na ponta e alcançar recordes

12/05/2016 14h47

Barcelona (Espanha), 12 mai (EFE).- O alemão Nico Rosberg, da Mercedes, líder isolado do Campeonato Mundial de Fórmula 1, chega ao Grande Prêmio da Espanha neste domingo buscando ampliar a vantagem na ponta da classificação e igualar o melhor início de temporada de um piloto na história da categoria.

Rosberg venceu as últimas três corridas do ano passado e as quatro primeiras de 2016 - Austrália, Bahrein, China e Rússia - e, caso chegue ao topo do pódio no circuito de Barcelona, igualará os cinco triunfos obtidos pelo britânico Nigel Mansell, com a Williams, no início da temporada de 1992, e pelo também alemão Michael Schumacher, com a Ferrari, em 2004.

Além disso, Rosberg pode se tornar o segundo piloto a conquistar oito vitórias seguidas, ficando perto do recorde do compatriota Sebastian Vettel, então na Red Bull, de nove triunfos consecutivos, entre o Grande Prêmio da Bélgica e do o Brasil em 2013.

Os adversários de Rosberg chegam para o início da temporada europeia com melhorias nos seus carros, mas é improvável que elas sejam suficientes para reverter o domínio do alemão e da Mercedes, que também está perto de atingir recordes na Fórmula 1.

Caso Rosberg ou seu companheiro de equipe, o britânico Lewis Hamilton, conquistem o GP da Espanha, a escuderia alemã chegará a 11ª vitória consecutiva, igualando a marca obtida pela McLaren, com Ayrton Senna e o francês Alain Prost, em 1988.

O circuito de Montmeló, um dos mais conhecidos dos pilotos por também ser usado em testes de pré-temporada, costuma apresentar poucas surpresas. Por isso, o domínio da Mercedes, que venceu também as provas de 2014 e 2015 no território catalão, deve se repetir. Resta saber se Hamilton, decepção até então na temporada, vai esboçar uma reação.

No ano passado, Rosberg ficou com a primeira posição da prova e iniciou a perseguição ao companheiro, que tinha grande vantagem na classificação. A situação agora se reverte. O alemão tem 100 pontos, 43 a mais que Hamilton, e pode ampliar ainda mais a distância em caso de nova vitória, dificultando as chances do britânico de tentar conquistar o quarto título de sua carreira.

Mais atrás aparecem os carros da Ferrari. O finlandês Kimi Raikkonen ocupa a terceira posição no Mundial, com 43 pontos, e tem sido mais regular que seu companheiro de equipe, o tetracampeão alemão Sebastian Vettel, quinto na classificação com 33 pontos, após dois abandonos na temporada - Bahrein e Rússia.

Quem também vê no GP da Espanha a possibilidade de buscar lugar no pódio é a Red Bull, que tem novidades no cockpit. Depois de erros e acidentes do russo Daniil Kvyat em Sochi, a escuderia decidiu rebaixá-lo à Toro Rosso, promovendo o holandês Max Verstappen para a equipe principal.

Verstappen, uma das principais promessas da Fórmula 1 nos últimos anos, já provou que pode ser rápido e deve incomodar Ferrari e Mercedes ao lado de seu companheiro, o australiano Daniel Ricciardo, quarto colocado no Mundial, com 36 pontos conquistados.

O brasileiro Felipe Massa, da Williams, quinto colocado na Rússia, e o companheiro de equipe, o finlandês Valtteri Bottas, que terminou a última prova em quarto, também prometem brigar pelas primeiras posições.

Por ser um circuito rápido, porém, Barcelona exige mais do chassi do que Sochi, onde a Williams foi melhor que a Red Bull. O desgaste dos pneus também deve ser um fator essencial no GP da Espanha, outro ponto em que o time de Massa leva a melhor.

Um componente que pode ajudar o brasileiro e provocar alguma mudança no provável domínio da Mercedes é a previsão meteorológica. Há expectativa de chuva para o fim de semana no circuito da Catalunha, especialmente nos dois treinos livres da sexta-feira.

Felipe Nasr, da Sauber, que ainda não pontuou na temporada e vem levando a pior no duelo interno com o sueco Marcus Ericsson, já apontou que a prova deste fim de semana será um "marco" na busca por melhores resultados na temporada.

Até aqui, o desempenho mais destacado do piloto foi no Grande Prêmio do Bahrein, com a 14ª colocação, duas atrás do companheiro de equipe. A única vez que o brasileiro ficou na frente foi na prova de abertura, na Austrália, quando o nórdico abandonou.

A Pirelli disponibilizará pneus duros pela primeira vez na temporada, mas as equipes devem preferir os compostos médios e leves na corrida, optando por no mínimo duas paradas.

Como é habitual, apesar de ser um circuito rápido, o traçado catalão guarda uma relação muito direta entre o pole-position e o vencedor. Das 25 disputadas em Barcelona, o primeiro colocado no treino classificatório levou a melhor na corrida.

A última vez que o pole-position não ficou com a posição mais alta do pódio na Espanha foi em 2013. Rosberg largou na primeira posição, mas a corrida foi vencida pelo espanhol Fernando Alonso, que ainda estava na Ferrari.

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