Esporte

Com gol de Neymar, Barça vence Sevilla na prorrogação e conquista 'doblete'

22/05/2016 19h13

Madri, 22 mai (EFE).- Bicampeão espanhol, mas fora da Liga dos Campeões, o Barcelona conquistou neste domingo o 'doblete' nacional ao vencer o Sevilla por 2 a 0 na prorrogação da final da Copa do Rei, disputada no estádio Vicente Calderón, em Madri, graças a um gol de Jordi Alba e outro de Neymar.

O Barça não teve vida fácil. Diante de um adversário com o moral inflado devido a conquista do título da Liga Europa no meio de semana, com um triunfo sobre o Liverpool, o time dirigido por Luis Enrique ficou com um homem a menos ainda no primeiro tempo, devido à expulsão de Mascherano.

O Sevilla então pressionou, mas também ficou com dez no fim da segunda etapa, com o vermelho para Banega. No tempo extra, Alba resolveu ao emendar de primeira após lindo lançamento de Messi, e Neymar confirmou o triunfo nos últimos segundos, também com passe do argentino.

Este é 28º título do Barça na Copa do Rei e a sétima vez que a equipe obtém a "dobradinha", a segunda seguida - no ano passado, ainda faturou a 'Champions'. O Sevilla, por sua vez, fecha com honra uma temporada em que triunfou na Liga Europa pela terceira campanha seguida e a quinta na história.

A equipe da Catalunha teve Daniel Alves e Neymar entre os titulares, enquanto Rafinha entrou no segundo tempo para substituir Suárez, que machucou a coxa. Além do gol, o ex-jogador do Santos foi fundamental ao provocar duas expulsões no adversário, de Banega e Carriço.

No representante da Andaluzia, Mariano começou jogando, e o time caiu de rendimento depois que o ex-atleta do Fluminense foi trocado por Konoplyanka.

O time catalão teve a vantagem de atuar descansado, já que não jogou durante o meio de semana, e teve força máxima. No Sevilla, além do cansaço pelo triunfo na Liga Europa na quarta-feira, Unai Emery teve desfalques importantes, como o zagueiro Kolodziejczak, suspenso, além do lateral-esquerdo Tremoulinas e o meia Krohn-Dehli, machucados.

O primeiro lance de perigo da final foi do ataque do Barça, com Suárez. Iniesta fez o passe pelo alto para o uruguaio, que emendou de primeira e tirou tinta da trave direita, aos sete minutos da etapa inicial.

O Sevilla não se deixou ser pressionado e incomodou aos 16, em bonita descida de Vitolo pela direita. O camisa 20 entrou na área direita, foi ao fundo com um drible em Alba e rolou para trás. Para sorte da equipe dirigida por Luis Enrique, Coke, que tinha liberdade, pegou mal e não acertou o alvo.

O badalado ataque do Barça estava bem marcado, principalmente Messi e Suárez, enquanto Neymar, mesmo com um pouco mais de liberdade, não brilhava. Outros jogadores então tentaram resolver, como Rakitic e Daniel Alves. Aos 28, o meia levantou, o lateral ficou com a sobra e chutou de longe, mas errou o alvo.

A situação do atual campeão ficou mais complicada aos 35 minutos, quando Mascherano foi expulso. Gameiro partia em direção ao gol e foi derrubado na entrada da área pelo argentino, que viu vermelho direto.

Com um a mais, o Sevilla quase abriu o placar já na cobrança de falta, aos 37. Banega mirou o cantinho, mas Ter Stegen voou e salvou o Barcelona. A resposta foi dada aos 43, quando Neymar cobrou escanteio e Piqué cabeceou por cima do travessão.

Desfalcado na zaga, Luis Enrique sacou Rakitic no intervalo para a entrada de Mathieu. Porém, a troca não evitou que o time andaluz sufocasse desde o começo do segundo tempo. Logo aos três minutos, Banega encheu o pé por baixo e acertou o pé da trave direita.

O treinador do Barça ainda foi forçado a fazer uma troca aos 11 minutos. Sozinho, Suárez sentiu a coxa e pediu para sair, dando lugar a Rafinha.

O Sevilla era "dono" da bola, mas não conseguia finalizar em boas condições. Krychowiak foi mais um a arriscar de fora da área, mas Busquets bloqueou, aos 19. Na sequência, aos 27, Escudero cruzou fechado da esquerda e a bola ia tomando o caminho do gol, mas Ter Stegen cortou do jeito que deu. O goleiro ainda se chocou com a trave no lance.

A esperança dos 'blaugranas' estava no talento individual, que poderia ter resolvido aos 31 minutos. Iniesta carregou da esquerda para o meio e foi derrubado com falta. Messi bateu em curva, e Rico caiu para segurar.

A parte 'sevillista' da torcida ficou na bronca aos 37 minutos, pedindo pênalti. Iborra se enroscou na área com Daniel Alves após o lançamento e caiu, mas a arbitragem considerou que a jogada foi legal.

Nos instantes finais, o Sevilla, mesmo com um a mais, se expôs demasiadamente e acabou se dando mal. Aos 46 minutos, Neymar foi lançado por Alba por baixo, Banega parou o brasileiro no carrinho e foi expulso. Messi bateu a falta no centro do gol, e Rico espalmou em escanteio.

No dez contra dez, a decisão ficou equilibrada, com ações ofensivas dos dois lados, mas quem conseguiu o gol foi o Barcelona. Aos seis minutos do primeiro tempo da prorrogação, Messi descolou lançamento incrível para Alba, que ganhou na velocidade e, de primeira, chutou cruzado para tirar de Rico e balançar a rede.

Enquanto outros times se recuariam com a vantagem, o Barça fez do ataque a sua melhor defesa e deu ainda mais trabalho a Rico. Aos 13, Piqué cabeceou depois do escanteio e o terceiro goleiro da seleção espanhola deu um tapinha por cima. Um minuto depois, Daniel Alves soltou a bomba, e ele pegou outra.

Depois da troca de lado, Neymar teve duas chances para deixar o seu. Aos 11 minutos, o camisa 11 cabeceou após levantamento de Iniesta da esquerda, mas o arremate saiu sem força, e Rico segurou. Já aos 16, quando o Sevilla jogava com nove devido à expulsão de Carriço, Messi deixou a marcação na saudade e serviu o craque brasileiro, que tocou no canto, tirando do goleiro, e saiu para o abraço.



Ficha técnica:.

Barcelona: Ter Stegen; Daniel Alves, Piqué, Mascherano e Jordi Alba (Sergi Roberto); Busquets, Rakitic (Mathieu) e Iniesta; Messi, Neymar e Suárez (Rafinha). Técnico: Luis Enrique.

Sevilla: Rico; Mariano (Konoplyanka), Rami, Carriço e Escudero; Krychowiak e Iborra (Llorente); Coke, Banega e Vitolo; Gameiro. Técnico: Unai Emery.

Árbitro: Carlos del Cerro Grande, auxiliado por Juan Carlos Yuste Jiménez e Roberto Alonso Fernández.

Cartões amarelos: Neymar, Daniel Alves, Alba e Iniesta (Barcelona); Rami, Vitolo, Iborra, Krychowiak, Escudeiro, Konoplyanka e Gameiro (Sevilla).

Cartões vermelhos: Mascherano (Barcelona); Banega e Carriço (Sevilla).

Gols: Alba e Neymar (Barcelona).

Estádio: Vicente Calderón, em Madri.

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