Esporte

Assessores dizem em audiência que Messi não sabia nada sobre impostos

ZUMAPRESS
Imagem: ZUMAPRESS

Da EFE

01/06/2016 12h12

Os sócios do escritório responsável pelo pagamento de impostos do argentino Lionel Messi desde 2004 garantiram nesta quarta-feira, em audiência realizada em Barcelona, que o jogador não os encontrava e não tinha conhecimento das decisões tomadas.

"O interlocutor era o pai dele, Jorge Messi, e às vezes o irmão Rodrigo. Os contratos eram levados por mensageiro porque Lionel sequer vinha assiná-los", explicou Íñigo Juárez, da firma de advogados Juárez Veciana.

O escritório, especializado em tributação internacional e direito esportivo, assessorou Messi por uma década, a partir de 2004. Nesta quarta, representantes da firma tiveram que testemunhar no julgamento que acontece na Audiência de Barcelona sobre as acusações de crimes fiscais contra o craque e o pai.

A Advocacia do Estado pede 22 meses de prisão para Lionel Messi e Jorge Horacio por sonegação de 4,1 milhões de euros (cerca de R$ 16,4 milhões, em valores atuais), em valores referentes a impostos que incidiram sobre os direitos de imagem recebidos pelo jogador, entre 2007 e 2009.

A Procuradoria espanhola, por sua vez, solicitou arquivamento do processo contra o camisa 10 da Argentina e do Barcelona, mas que o pai dele seja condenado a 18 meses de prisão por causa de três crimes contra a Fazenda Pública, que não seriam de conhecimento de Lionel Messi.

No depoimento de hoje, Ángel Suárez garantiu a "absoluta legalidade" da estrutura de empresas montada para que o jogador e o pai administrassem os direitos de imagem recebidos, inclusive a existente no Uruguai.

"Jorge Messi vivia na Argentina e passava muito pouco tempo em Barcelona. Leo, vi apenas quando teve que assinar algum contrato. Ele não tomava nenhuma decisão. Pelo menos, eu não via ninguém o consultando para nada", disse.

Eva Blazquez, também funcionária do escritório de advogacia, deu versão parecida sobre a postura e o envolvimento do jogador, diante de assuntos sobre impostos.

"Jorge Messi vinha algumas vezes, pois morava em Rosário, e a supervisão final era dele. Às vezes, também falávamos como Rodrigo. Depois, informavam ao senhor Lionel Messi sobre as questões tributárias, mas, com ele, nunca falei sobre isso", disse.

Outra testemunha do dia, o ex-agente Fifa Josep Maria Minguella, que levou Messi e a família para Barcelona em 2000 e foi responsável por colocá-los em contato com a Juárez Veciana Advogados, deu versão parecida.

"Pelo que vi, nos anos em que convivi com eles, tinham pouca formação", disse o empresário, reforçando a tese da defesa de que o jogador e o pai não tinham conhecimentos suficientes para montar uma estrutura para sonegar impostos.

A defesa de Messi reforçou que assessores eram responsáveis por administrar o patrimônio acumulado, e que o jogador apenas assinava o que o entregavam, sem, sequer, ler os documentos. Além disso, terceiros chegavam a rubricar alguns papéis para o craque.

Para isso, foram apresentados como provas periciais dois relatórios grafotécnicos, feitos por um ex-agente da polícia científica espanhola. Francisco José Méndez garantiu que algumas das assinaturas de Messi não são autênticas e que a rubrica do argentino é simples de ser falsificada.

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