Esporte

Com Guerrero como única estrela, seleção peruana quer voltar a surpreender

01/06/2016 20h15

Fernando Gimeno.

Lima, 1 jun (EFE).- Terceira colocada nas duas últimas edições da Copa América, a seleção do Peru tentará surpreender novamente no torneio, desta vez com apenas uma de suas estrelas, o atacante Paolo Guerrero, que vem em baixa no Flamengo, mas tem o moral de quem foi o maior artilheiro do torneio continental em 2011 e 2015.

A 'Blanquirroja' terá nos Estados Unidos o desafio de demonstrar que pode jogar bem sem seu capitão, Claudio Pizarro, sem seu artilheiro de 2015, Jefferson Farfán, e sem o lateral Juan Manuel Vargas, jogadores de referência e que há anos vinham sendo as grandes referências do time junto com Guerrero.

Outras ausências destacadas são as dos zagueiros Carlos Zambrano e Carlos Ascues e dos meio-campistas meias Carlos Lobatón e Josepmir Ballón, todos titulares na Copa América do ano passado, no Chile, e do atacante André Carrillo.

O desafio não será pequeno, já que a equipe dirigida pelo argentino Ricardo Gareca, ex-técnico do Palmeiras, está no grupo B, o mesmo do Brasil e do Equador, colíder das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, além do Haiti.

Em alerta devido aos maus resultados na classificatória para o Mundial na Rússia, o Peru vê na Copa América Centenário a chance de ganhar moral.

Gareca buscará novas soluções de jogo e novos atletas que lhe permitam recuperar o crédito que tinha com a torcida peruana há só um ano, quando levou a seleção à terceira posição no torneio continental. Na ocasião, a 'Blanquirroja' perdeu para o anfitrião Chile nas semifinais e bateu o Paraguai na briga por um lugar no pódio.

A seleção peruana estará nos Estados Unidos com um grupo de jogadores cuja média de idade é relativamente baixa, de 25,7 anos. Esse número poderia ser ainda mais baixo se o zagueiro Lima Miguel Araujo, de 21 anos, não tivesse sido cortado e dado lugar a Renzo Revoredo, de 30.

Gareca vem promovendo uma renovação no Peru, e prova disso foi a convocação de três estreantes, o zagueiro Luis Abram, de 20 anos, e os volantes Armando Alfageme, de 25, e Alejandro Hohberg, que tem 24 e é neto de Juan Eduardo Hohberg, que defendeu o Uruguai na Copa do Mundo de 1954.

O argentino recorreu também à coluna vertebral do Universitario, recentemente proclamado campeão do Torneio Apertura do Campeonato Peruano, com jogadores que venceram a Taça Libertadores sub-20 de 2011, como os atacantes Édison Flores, de 22 anos, e Andy Polo, de 21, além do goleiro Carlos Cáceda, de 24.

Ao lado dos 'chibolos', como os novatos são chamados no Peru, estará o líder Guerrero, artilheiro das duas últimas Copas Américas, com quatro gols no ano passado e com cinco em 2011, na Argentina.

O atacante de 32 anos se tornou em março o maior goleador da história da seleção de seu país, com 27 gols, um a mais que o ídolo Teófilo Cubillas. No entanto, como Guerrero não faz boa temporada pelo Flamengo, Raúl Ruidíaz, que balançou as redes dez vezes em nove partidas pelo Apertura, se tornou boa alternativa para Gareca.

O Peru tem dois títulos da Copa América, obtidos em 1939 e 1975. Como inspiração, a equipe disputará esta edição do torneio com uma camisa com faixa vermelha transversal mais curta que o normal, em uma homenagem à conquista de 77 anos atrás.

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