Esporte

Com ídolo Dudamel, Venezuela quer superar turbulências dentro e fora de campo

01/06/2016 20h27

María José Rey Palermo.

Caracas, 1 jun (EFE).- Antigo "saco de pancada" do futebol sul-americano, a seleção da Venezuela, que chegou a flertar com vaga na Copa do Mundo de 2014, encara a Copa América como possibilidade de impulsionar sua recuperação nas Eliminatórias para o Mundial de 2018, nas quais faz má campanha, e superar turbulências envolvendo alguns de seus jogadores e dirigentes.

A competição marcará também a estreia oficial do técnico Rafael Dudamel, histórico goleiro da 'Vinotinto', que para os adversários, habitualmente, se tornou mais notado pelo número de vezes que buscava a bola no fundo das redes.

O ex-comandante de Estudiantes de Mérida e da seleção sub-17 do país assumiu no lugar de Noel Sanvicente, demitido após derrota para o Chile por 4 a 1, em casa, pela sexta rodada das Eliminatórias. O resultado deixou a Venezuela na última posição, com apenas um ponto.

Dudamel tem como grande feito na carreira ter classificado a 'Vinotinto' para o Mundial sub-17 disputado nos Emirados Árabes, em 2013, após chegar ao vice no Sul-Americano.

Dois anos antes, sem ele, a seleção principal surpreendeu o continente ao ir às semifinais da Copa América.

O técnico já disse que o objetivo deste ano no torneio será, justamente, repetir a participação de cinco anos atrás. Isso, um ano depois da eliminação na primeira fase, em que a Venezuela até começou bem, vencendo a Colômbia, mas perdeu na sequência para Peru e Brasil, ficando na lanterna.

Para reencontrar os bons resultados, a seleção voltará a contar com alguns jogadores que formavam a base do trabalho de César Farías, antecessor de Sanvicente, depois de processo de "pacificação".

Nos últimos anos, diversos jogadores se afastaram por causa de conflitos com membros da comissão técnica e dirigentes da federação local. Quinze jogadores chegaram a escrever uma carta, renunciando ao direito de vestir a camisa Vinotinto.

Sete deles, incluindo o volante e capitão Tomás Rincón, o meia Luis Manuel Seijas, contratado recentemente pelo Internacional, e os atacantes Salomón Rondón e Josef Martínez foram reincorporados por Dudamel para a disputa da Copa América.

Um dos desfalques no grupo de 23 atletas que estarão no torneio é o meia César González, que trocou recentemente o Deportivo Táchira pelo Coritiba, e pediu ao treinador para ser liberado, visando se adaptar ao novo clube e ao futebol brasileiro.

A Venezuela está no grupo C da Copa América e estreará neste domingo, em duelo com a Jamaica, em Chicago. Quatro dias depois o rival será o Uruguai, e no dia 13 de junho será o México.

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