Esporte

Nicolás Leoz completa 1 ano em prisão domiciliar no Paraguai

01/06/2016 15h41

Assunção, 1 jun (EFE).- O paraguaio Nicolás Leoz, ex-presidente da Conmebol e ex-membro do Comitê Executivo da Fifa, completa nesta quarta-feira um ano em prisão domiciliar, que foi determinada devido as acusações de envolvimento em escândalo de corrupção.

A detenção provisória do dirigente foi solicitada pela Procuradoria de Nova York, com fins de extradição por envolvimento em "conspiração", que é como foi classificado a rede de subornos relacionadas à venda dos direitos de transmissão e marketing de competições.

De acordo com o advogado Ricardo Preda, em declarações à Agência Efe, Leoz está "tranquilo e com a família".

O paraguaio está recluso em casa em Assunção, sob vigilância policial por 24 horas. A rotina só foi alterada por causa de algumas visitas ao hospital.

De acordo com a defesa do dirigente, "é impossível prever" quanto falta para o fim do processo judicial no Paraguai e quando poderá acontecer a decisão sobre a extradição. Atualmente, o caso se encontra no período de argumentação das partes.

Atualmente, a ação esbarra na "lacuna legal" que existe no país sul-americano sobre a transferência de cidadãos do país para os Estados Unidos, apesar da existência de dois tratados bilaterais, de 1973 e 1998.

Segundo Preda, falta, no entanto, uma "lei interna que estabeleça qual é o procedimento" de extradição, embora o juiz do caso possa fazer isso unilateralmente.

Além disso, Leoz é acusado de "suborno privado" pelos Estados Unidos, crime que não é passível de condenação no Paraguai. Pela legislação internacional, só pode haver extradição se o mesmo ato for considerado pelo mesmo crime nos dois países.

"Eu estou convencido que demonstraremos que os fundamentos que apresentamos são irrevogáveis", afirmou Preda, defendendo a inocência do cliente.

Leoz ficou 26 anos no comando da Conmebol, até renunciar em abril de 2013, quando era investigado por receber suborno de US$ 20 milhões para apoiar a candidatura do Catar para sediar a Copa do Mundo de 2022.

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