Esporte

Fifa diz que Blatter, Valcke e Kattner embolsaram US$ 80 milhões em 5 anos

03/06/2016 13h27

Genebra, 3 jun (EFE).- O ex-presidente da Fifa Joseph Blatter e dois ex-secretários-gerais da entidade, Jérôme Valcke e Markus Kattner, embolsaram cerca de US$ 80 milhões entre salários e bônus nos últimos cinco anos, de acordo com os advogados que realizaram uma investigação interna no órgão.

"A evidência parece revelar um esforço coordenado dos três ex-dirigentes para enriquecer mediante aumentos de salários, bônus da Copa do Mundo e outros incentivos que superam os 79 milhões de francos-suíços nos últimos cinco anos", afirmou Bill Burck, sócio do escritório de advocacia Quinn Emanuel.

Segundo a entidade máxima do futebol, a investigação revela que "houve descumprimento do dever fiduciário e abre dúvidas sobre o papel do Sub-Comitê de Compensação da Fifa".

A Fifa, que agora é presidida pelo suíço Gianni Infantino, repassou as informações ao Ministério Público da Suíça. Os documentos também serão enviados ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos, dentro do compromisso de "cooperar com as autoridades e de tolerância zero com a corrupção".

Os dados sobre os contratos e os pagamentos aos dirigentes também serão enviados para avaliação do Comitê de Ética, disse a Fifa em comunicado.

Os três dirigentes fizeram contratos que os beneficiavam e com os quais poderiam ter violado as leis da Suíça, com as consequências penais que isso poderia gerar para eles.

Além disso, a publicação dos valores recebidos por eles no ano passado, como resposta ao escândalo de corrupção que afeta a entidade desde então, pôde ser correta, "mas não refletia o verdadeiro nível de compensações em anos anteriores".

No último dia 23 de maio, Kattner deixou o cargo de secretário-geral da Fifa após ter sido comprovado que ele violou seus deveres fiduciários.

Katter, Valcke Battler incluíram cláusulas em seus próprios contratos para enriquecer. As múltiplas medidas, muitas vezes realizadas no mesmo dia para os três ex-dirigentes, geraram "pagamentos maciços" em favor dos dirigentes entre 2011 e 2015, já eles mesmos aprovaram as alterações das cláusulas.

A investigação cita, por exemplo, que no dia 30 de abril de 2011, pouco antes de uma eleição para presidência da Fifa, Blatter estendeu os contratos de Valcke e Kattner até 2019. O suíço, que concorria à reeleição, não tinha certeza se venceria o pleito.

Esse prolongamento incluía um generoso aumento salarial e um bônus, assim como uma cláusula que garantia o pagamento total de multas - de US$ 17,5 milhões para Valcke e US$ 9,8 milhões para Kattner - caso os vínculos fossem interrompidos.

Caso Blatter não fosse reeleito, a possibilidade de seus dois subordinados serem substituídos era provável. A indenização deveria ser paga independentemente das causas do rompimento do contrato.

Outra cláusula forçava a Fifa a pagar todas as despesas legais, multas e restituições dos três, inclusive se eles fossem considerados culpados em uma ação, o que viola as leis suíças.

Além disso, Blatter, Valcke e Kattner receberam US$ 23 milhões de um suposto bônus especial pela Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, quatro meses depois do fim do torneio e base legal.

Os investigadores também descobriram que, em 2011, Valcke e Kattner se concederam vários milhões de dólares pelas Copas do Mundo do Brasil, em 2014, e da Rússia, em 2018.

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