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No palco do tetra, Brasil passa em branco e empata na estreia na Copa América

05/06/2016 01h07

Pasadena (EUA), 4 jun (EFE).- A seleção brasileira voltou neste sábado ao estádio Rose Bowl, em Pasadena, onde há 22 anos conquistou o tetracampeonato mundial contra a Itália, e novamente empatou em 0 a 0, desta vez com o Equador, na estreia pelo grupo B da Copa América.

O placar foi o mesmo de 17 de julho de 1994, mas o gosto foi bastante diferente. Se naquela oportunidade houve o doce sabor da vitória nos pênaltis, agora o gosto deixado por uma equipe que tocou muito a bola mas finalizou pouco foi amargo.

Embora seja de boa lembrança, o Rose Bowl não costuma ver muitos gols da seleção pentacampeã mundial em jogos importantes. O local foi palco também da final do torneio olímpico de 1984, em que o Brasil perdeu para a França, e das semifinais da Copa de dez anos depois, em que Romário, de cabeça, sacramentou a suada vitória por 1 a 0.

Dessa forma, brasileiros e equatorianos saem atrás da seleção peruana, que lidera a chave após ter batido o Haiti por 1 a 0 em Seattle, com gol do atacante Paolo Guerrero. A representante da América Central é a próxima adversária da equipe de Dunga, em duelo marcado para a próxima quarta-feira, no Citrus Bowl, em Orlando.

Antes de a bola rolar, foi respeitado um minuto de silêncio em homenagem a Muhammad Ali, morto nesta sexta-feira, aos 74 anos, vítima de um "choque séptico provocado por causas naturais não específicas", de acordo com familiares.

A seleção disputa a edição comemorativa de centenário da Copa América sem seu principal astro, Neymar, que, pressionado pelo Barcelona, teve que escolher entre disputar o torneio nos Estados Unidos e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Preferiu viver o sonho da medalha de ouro e viu o jogo no Rose Bowl das tribunas, junto com o pai e alguns amigos, entre eles o ator Jamie Foxx, o cantor Justin Bieber e o piloto Lewis Hamilton, tricampeão mundial de Fórmula 1.

Dunga também não pode contar com Ricardo Oliveira, Douglas Costa, Rafinha, Ederson, Kaká e Luiz Gustavo, os quais havia convocado e perdeu por lesões, com exceção do último, que alegou problemas particulares para pedir dispensa quando já estava treinando com o elenco.

Por sinal, a saída do volante do Wolfsburg marcou um rito de passagem. Cotado para ser um dos 11 jogadores que começariam jogando contra o Equador, ele seria o único a manter a titularidade em relação aos que enfrentaram a Alemanha em 2014. Daniel Alves, Willian e Hulk foram "vítimas" do 7 a 1 e estão no elenco da Copa América, mas o primeiro viu o massacre do banco de reservas, e os outros dois entraram no segundo tempo do fatídico jogo.

Pelo Equador, a principal baixa foi o atacante Felipe Caicedo, que não se recuperou de um problema na coxa e ficou fora da convocação.

Desfalque para hoje, o zagueiro Frickson Erazo, do Atlético-MG, ficou no banco, assim como o meia Juan Cazares. O único titular entre os que atuam no Brasil foi o atacante Miller Bolaños, do Grêmio.

O jogo começou agitado, e logo aos quatro minutos os equatorianos levaram perigo justamente com Bolaños, que soltou a bomba de fora e tirou tinta da trave esquerda. A seleção brasileira respondeu um minuto depois com Coutinho, que recebeu de Willian e, cara a cara, chutou para grande defesa do goleiro Domínguez.

Na sequência, porém, a partida esfriou, e a equipe pentacampeã mundial voltou a finalizar apenas aos 17, novamente com Coutinho. O atleta do Liverpool arriscou de longe e mandou à esquerda da meta.

O Brasil criava mais, mas em duas oportunidades pecou ao finalizar. Ou melhor, não finalizar. Na primeira, aos 26 minutos, Jonas tocou para Elias no pé esquerdo, mas o meia do Corinthians tentou de direita e pegou muito mal. Depois, aos 29, Jonas fez a enfiada para Coutinho, que demorou a definir e foi desarmado na área.

Elias vacilou na frente e também bobeou atrás. Aos 34, Montero disparou no contra-ataque pela esquerda e tinha tudo para invadir a área e incomodar Alisson, mas o camisa 8 parou a investida com falta. Enner Valencia cobrou com força e veneno, mas o goleiro pegou firme.

O Brasil voltou do intervalo ainda preso e continuava com dificuldades para concluir. Aos seis minutos, Jonas foi acionado perto da meia-lua e encheu o pé, mas foi bloqueado. Foi a última tentativa do camisa 9, que pouco depois saiu para a entrada de Gabriel.

Aos 21, Alisson falhou de forma incrível e bisonha, mas foi salvo pelo auxiliar. Num Gre-Nal na área brasileira, Bolaños chutou sem ângulo, a bola bateu no goleiro e entrou, mas arbitragem, erroneamente, assinalou saída pela linha de fundo. Logo na saída para o ataque, Coutinho foi lançado na esquerda da área, cortou e encheu o pé sem direção.

Dunga então apostou em Lucas, que substituiu Willian. Logo na primeira tentativa, aos 30, o jogador do Paris Saint-Germain tentou de perna esquerda e encobriu o travessão.

Foi também do ex-jogador do São Paulo a melhor chance de toda a partida, aos 38 minutos. Filipe Luis lançou da esquerda, de perto da linha divisória do gramado, Lucas entrou em velocidade, se antecipou ao goleiro e desviou de cabeça, balançando a rede, mas pelo lado de fora.

Os dois treinadores ainda tentaram suas últimas cartadas depois dos 40 minutos. Dunga mandou Lucas Lima a campo na vaga de Elias, e Gustavo Quinteros apostou em Gaibor para o lugar de Bolaños, mas já era tarde para que eles resolvessem, e o placar ficou mesmo em branco.



Ficha técnica:.

Brasil: Alisson; Daniel Alves, Gil, Marquinhos e Filipe Luis; Casemiro e Elias (Lucas Lima); Philippe Coutinho, Renato Augusto e Willian (Lucas); Jonas (Gabriel). Técnico: Dunga.

Equador: Domínguez; Paredes, Achilier, Mina e Walter Ayoví; Gruezo, Noboa, Montero (Martínez) e Antonio Valencia; Bolaños (Gaibor) e Enner Valencia (Jaime Ayoví). Técnico: Gustavo Quinteros.

Árbitro: Julio Bascuñán (CHI), auxiliado pelos compatriotas Carlos Astroza e Christian Schiemann.

Cartões amarelos: Casemiro, Elias e Gil (Brasil); Paredes, Enner Valencia e Jaime Ayoví (Equador).

Estádio: Rose Bowl, em Pasadena.

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