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Em reedição da última final, Argentina bate Chile e larga bem na Copa América

07/06/2016 01h03

Santa Clara (EUA), 7 jun (EFE).- A Argentina, mesmo sem Lionel Messi, estreou com vitória nesta segunda-feira sobre o Chile por 2 a 1, no Levi's Stadium, em Santa Clara, nos Estados Unidos, pela primeira rodada do grupo D da Copa América, no reencontro dos dois finalistas da última edição do torneio.

Todos os gols foram foram marcados no segundo tempo. Ángel di María abriu o placar aos 5 minutos e homenageou uma das avós, que morreu hoje. Em seguida, aos 13, o meia Ever Banega deu números finais ao duelo. Nos acréscimos, o meia José Pedro Fuenzalida aproveitou falha do goleiro Sergio Romero e descontou.

Este foi o segundo jogo entre as duas seleções após o título do Chile, em casa, no ano passado, conquistado com vitória nos pênaltis por 4 a 1, após empate sem gols no tempo normal e prorrogação. Em março deste ano, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, os argentinos levaram a melhor, em Santiago, também por 2 a 1.

Com a vitória, os vice-campeões mundiais e da Copa América assumiram a liderança do grupo D com três pontos e saldo de gols positivo de um, igualando assim o Panamá, que mais cedo bateu a Bolívia pelo mesmo placar.

Na segunda rodada, se enfrentarão as duas seleções que estrearam com resultado positivo, em Chicago; e as duas que saíram derrotadas na jornada de abertura, em duelo marcado para acontecer na cidade de Foxborough.

Para a partida de hoje, as duas seleções repetiram 14 jogadores de decisão do ano passado, sendo nove dos chilenos e cinco dos argentinos. A ausência mais sentida foi a de Lionel Messi, que desfalcou o atuais vice-campeões por causa de uma lesão nas costas.

O jogo mais esperado da primeira fase da Copa América, mesmo sem a presença do atleta mais badalado da competição, começou de maneira frenética. Logo aos 2 minutos, após belo cruzamento de Di María, Gaitán apareceu entre os zagueiros adversários e testou na trave.

Alçado a condição de principal jogador do time, a partir da ausência de Messi, Di María seguiu levando perigo. Aos 5, bateu cruzado tentando achar companheiro na área, mas sem sucesso. Três minutos depois, de novo recebeu na esquerda e encheu o pé, dando susto em Bravo, que só ficou olhando a bola sair.

A pressão 'albiceleste' seguiu intensa, mas só aos 22, foi criado novo lance de perigo, quando Higuaín finalizou de dentro da área, em bola que desviou na zaga e saiu pela linha de fundo. Na cobrança de escanteio, Banega levantou na medida para Rojo cabecear à esquerda do gol defendido por Bravo.

A seleção do Chile só levou perigo efetivo pela primeira vez aos 29 minutos, quando, após saída errada da zaga argentina, Sánchez recebeu na intermediária e bateu cruzado, parando em ótima defesa do goleiro Romero.

Os minutos finais foram mais francos, com as duas seleções tentando agredir. Aos 41, Mercado pegou sobra na área e bateu por cima do gol. No lance seguinte, Beausejour fez belo passe para Vargas na área, mas Rojo impediu que o adversário ficasse em ótima condição para marcar.

No segundo tempo, os chilenos voltaram mais atrevidos, e em dois minutos, tiveram duas oportunidades de marcar, a principal com Jara, em cabeçada por cima do gol. A postura mais ofensiva, no entanto, custou caro aos campeões do continente.

Ainda aos 5 minutos, Banega roubou bola de Aránguiz na intermediária ofensiva argentina e acionou Di María, que invadiu a área a bateu firme, vencendo Bravo e abrindo o placar da reedição da final do ano passado.

Pouco depois de ficar atrás no marcador, o Chile ainda perdeu Mena, contundido. Orellana, que entrou no lugar do jogador do São Paulo - Beasejour passou para a lateral-esquerda -, aos 12 minutos deu susto na 'Albiceleste', emendando chute de fora da área que parou na defesa de Romero.

No lance seguinte, em mais uma ação ofensiva veloz, Mascherano acionou Di María, que conduziu a bola até entregar para Banega na entrada da área. O meia bateu e contou com desvio em Isla para superar Bravo e ampliar o marcador.

Aos 21, o goleiro chileno salvou o Chile após mais um ataque fulminante da Argentina. Higuaín foi lançado no lado direito da área e fuzilou, parando no pé direito do camisa 1.

Na reta final do segundo tempo, o técnico Gerardo Martino aproveitou para colocar o atacante Sergio Agüero em campo, tirando o camisa 9 da seleção, que havia perdido oportunidade de gol instantes antes.

Já nos acréscimos, Bravoteve que fazer ótima defesa para evitar que Lamela, que havia substituído Di María um pouco antes, balançasse as redes e ampliasse o placar.

Pouco depois, em bola alçada na área, Romero saiu muito mal, não conseguiu cortar o cruzamento, e permitiu que Fuenzalida - que havia entrado no lugar de Aránguiz, desviasse de cabeça para o fundo das redes, marcando o gol de honra dos atuais campeões.



Ficha técnica:.

Argentina: Romero; Mercado, Otamendi, Funes Mori e Rojo; Fernández, Mascherano e Banega; Gaitán (Kranevitter), Di María (Lamela) e Higuaín (Agüero). Técnico: Gerardo Martino.

Chile: Bravo; Isla, Medel, Jara e Mena (Orellana); Díaz, Aránguiz (Fuenzalida), Vidal e Beausejour; Sánchez e Vargas (Pinilla). Técnico: Juan Antonio Pizzi.

Árbitro: Daniel Fedorczuk (Uruguai), auxiliado pelos compatriotas Nicolas Taran e Richard Trinidad.

Gols: Di María e Banega (Argentina); Fuenzalida (Chile).

Cartões amarelos: Di María e Rojo (Argentina); Vidal, Isla e Medel (Chile).

Estádio: Levi's Stadium, em Santa Clara (Estados Unidos).

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