Esporte

Brasil aproveita fragilidade do Haiti, goleia e repete placar marcante: 7 a 1

08/06/2016 22h38

Orlando, 8 jun (EFE).- Ainda esteve longe de ser o futebol vistoso que a torcida deseja ver, mas o Brasil fez o que precisava para golear a frágil seleção do Haiti por 7 a 1 nesta quarta-feira no Citrus Bowl, em Orlando, e se aproximar das quartas de final da Copa América.

Sem nenhum jogador titular na fatídica derrota para a Alemanha nas semifinais da Copa do Mundo de 2014, a equipe pentacampeã ironicamente repetiu o placar do vexame do Mineirão. Philippe Coutinho foi o grande nome do jogo, com três gols. Renato Augusto, com dois, Gabriel e Lucas Lima, com um cada, completaram o triunfo.

Assim, em ritmo de treino, o time de Dunga assumiu a liderança do grupo B, com quatro pontos. O representante da América Central, que descontou com Marcelin, ainda não pontuou e está praticamente eliminada.

A segunda rodada da chave terá ainda hoje o duelo entre Equador e Peru. Qualquer que seja o resultado do jogo de mais tarde, a seleção brasileira precisará de um empate diante da 'Blaquirroja' no sábado, em Foxborough, na região metropolitana de Boston.

Dunga repetiu a escalação do empate com o Equador na estreia, no último sábado. Havia expectativa pelo retorno do zagueiro Miranda, capitão do time, mas o jogador da Inter de Milão ainda não se recuperou de problemas musculares.

No Haiti, o técnico Patrice Neveu realizou três substituições no time titular em relação à derrota para o Peru por 1 a 0 na primeira rodada. Alcénat entrou na lateral direita para que Goreux atuasse na zaga e a formação fosse o 5-4-1. Jean Alexandre, no meio-campo, e Belfort, no ataque, também ganharam uma chance.

Não demorou para que o Brasil pressionasse a seleção centro-americana, e Casemiro foi o primeiro assustar, logo aos sete minutos de partida. O volante do Real Madrid arriscou de longe, e a bola raspou a trave direita.

E foi em outro chute de fora da área, aos 13 minutos, que a equipe pentacampeã mundial abriu o placar. Philippe Coutinho recebeu de Filipe Luis na esquerda, cortou a marcação em direção ao meio e bateu forte no cantinho, tirando do goleiro Placide.

Espaço não faltava, mas o volume de jogo da seleção não era dos maiores, e as chances de gol não eram tão abundantes. Aos 20, Willian cobrou escanteio da direita e achou Gil, que, livre, cabeceou por cima.

O Haiti até deu certo trabalho, aos 24, em dividida pelo alto entre Belfort e Casemiro, mas quem voltou às redes foi o Brasil, quatro minutos depois. Daniel Alves cruzou da direita, Jonas brigou com dois na direita da área e conseguiu rolar para Coutinho, que completou para o gol vazio e aumentou a vantagem.

Depois disso, o ataque foi se tornando mais efetivo e levando mais perigo. Aos 31 Philippe Coutinho foi acionado na esquerda da área por Willian e buscou Jonas, mas a bola bateu na zaga e ficou com Placide.

Logo na sequência, aos 33, Filipe Luis tocou para o meio, Jonas deixou passar e Renato Augusto bateu fraco, nas mãos do arqueiro haitiano. Até que aos 34 Daniel Alves levantou mais uma vez e agora colocou na cabeça do próprio meia, que não perdoou e assinalou o terceiro.

Ainda antes do intervalo, aos 44 minutos, Alisson enfim sujou o uniforme. Jeff Louis levou da esquerda para o meio e bateu com força por baixo, e o goleiro brasileiro caiu para defender.

No intervalo, Dunga trocou Jonas por Gabriel, que poderia ter balançado a rede logo aos três minutos do segundo tempo. Willian acelerou com espaço pela direita e poderia ter tocado para o camisa 11, mas preferiu a finalização cruzada e cedeu tiro de meta.

Bastante participativo desde que entrou em campo, 'Gabigol' foi premiado aos 13 e marcou 4 a 0. Elias rolou perto da área para o centroavante, que ajeitou para o pé esquerdo e encheu o pé rasteiro no canto para superar Placide.

Ciente da fragilidade do adversário, Dunga, que normalmente é bastante conservador, "ousou" trocar um volante por um meia, sacando Casemiro, que terá de cumprir suspensão contra o Peru, para a entrada de Lucas Lima.

Logo na primeira oportunidade, aos 22, o camisa 10 da seleção marcou o quinto. Ele abriu para Daniel Alves na ponta direita e apareceu na área para escorar de cabeça e balançar a rede.

A partida era morna dentro e fora de campo, mas a arquibancada explodiu dois minutos depois, quando o Haiti fez o de honra. Jeff Louis foi ao fundo pela esquerda, ganhou de Marquinhos e rolou para Nazón chegar chutando. Alisson até defendeu, mas espalmou no pé de Marcelin, que finalizou no alto e deixou o placar em 5 a 1.

Gabriel era quem mais buscava o gol e colocou o goleiro adversário para trabalhar. Aos 32 minutos, o camisa 11 foi lançado por baixo por Lucas Lima e arrematou em cima do goleiro, mas brigou pelo rebote e serviu Willian, que parou na defesa de Placide.

Os três jogadores voltaram a se destacar pouco depois, aos 33. Willian cruzou por baixo, e Placide espalmou, mas presenteou 'Gabigol', que foi travado. Lucas Lima ainda tentou na sobra, mas o camisa 1 salvou novamente.

Na parte final da partida, o Brasil ainda conseguiu mais dois gols. Aos 40 minutos, Renato Augusto carregou sozinho pelo meio, driblou e chutou rasteiro para fazer o sexto. O simbólico placar de 7 a 1 ficou aos 46, quando Coutinho bateu de muito longe e surpreendeu o goleiro, fazendo a bola morrer no canto esquerdo.



Ficha técnica:.

Brasil: Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Gil e Filipe Luis; Casemiro (Lucas Lima), Elias (Walace) e Renato Augusto; Willian, Philippe Coutinho e Jonas (Gabriel). Técnico: Dunga.

Haiti: Placide; Alcénat (Maurice), Goreux, Genovois, Mechack Jérome e Jaggy; Jean Alexandre, Lafrance, Marcelin e Jeff Louis; Belfort (Nazón). Técnico: Patrice Neveu.

Árbitro: Mark Geiger (Estados Unidos), auxiliado pelo compatriota Charles Morgante e pelo canadense Joseph Fletcher.

Cartões amarelos: Casemiro (Brasil); Goreux (Haiti).

Gols: Philippe Coutinho (3x), Renato Augusto (2x), Gabriel e Lucas Lima (Brasil; Marcelin (Haiti).

Estádio: Citrus Bowl, em Orlando (EUA).

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