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França defende esquema de segurança da Euro em Marselha, mas fará correções

Kai Pfaffenbach / REUTERS
Jogo entre Inglaterra e Rússia foi marcado por brigas dentro e fora do estádio Vélodrome Imagem: Kai Pfaffenbach / REUTERS

Da EFe

Em Marselha (França)

12/06/2016 12h46

As autoridades da França defenderam neste domingo o esquema de segurança usado no sábado em Marselha, mas afirmaram que irão corrigir alguns pontos do dispositivo usado na Eurocopa depois de uma batalha campal entre torcedores russos e ingleses ter deixado mais de 35 feridos, quatro em estado grave.

"O esquema estava perfeitamente adaptado para a sensibilidade desta partida e era suficiente", afirmou o prefeito regional da Polícia de Marselha, Laurent Núñez, que, no entanto, admitiu que irá "tirar conclusões" do incidente para os próximos jogos na cidade.

Em entrevista coletiva, o principal responsável pela segurança em Marselha reiterou que os agentes intervieram a cada novo enfrentamento para "dispersar" os torcedores, e também informou que oito pessoas foram presas, entre eles russos, ingleses, mas também de outras nacionalidades.

O porta-voz do Ministério do Interior da França, Pierre Henri Brander, confirmou as prisões de sábado e afirmou que outros sete foram detidos na sexta-feira. Além disso, informou que o número de prisões irá aumentar nos próximos dias graças às imagens dos enfrentamentos gravadas pelas câmeras de segurança e pela imprensa.

Um inglês, de 51 anos, sofreu uma dupla parada cardíaca após ter sido agredido com uma barra de metal. Na manhã de hoje, ele seu estado de saúde era "estável". A maior parte dos feridos já recebeu alta dos hospitais na qual foi atendido, acrescentou Núñez.

Tanto o prefeito regional da Polícia de Marselha como o porta-voz do Ministério do Interior reconheceram que houve erros nos controles de acesso ao estádio Vélodrome, já que alguns torcedores russos conseguiram entrar no local com rojões e sinalizadores. Por isso, afirmaram que irão corrigir o esquema de segurança.

O ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, comandou uma "reunião de crise" na qual foram abordados pontos como ampliar as proibições de venda de bebidas alcóolicas ou estender a lista de pessoas que receberam restrições durante a Euro.

Sobre uma suspensão geral da venda de álcool em uma cidade como Marselha, com mais de 1 milhão de habitantes, o prefeito regional de Polícia afirmou que uma medida enfrentaria várias dificuldades, devido à existência de centenas de bares, supermercados e lojas onde as bebidas podem ser adquiridas.

Sobre o controle dos torcedores violentos, a França já tem uma lista negra de 3 mil britânicos que estão barrados de entrar no país por seu histórico de distúrbios. O Reino Unido também suspendeu o passaporte de vários cidadãos para evitar esse tipo de incidente.

As autoridades tentarão impedir que qualquer torcedor identificado nos enfrentamentos se aproxime dos estádios, das fã zones ou dos locais onde os torcedores se reúnem após os jogos.

Os incidentes de Marselha, assim como outra briga registrada na noite de ontem na vizinha Nice, entre jovens franceses e norte-irlandeses, ocorre três semanas depois dos problemas ocorridos durante a final da Copa da França entre torcedores do Paris Saint-Germain e do Olympique de Marselha no Stade de France.

Depois do lançamento de pedras, o uso de rojões e das cadeiras queimadas durante a decisão, o governo francês argumentou que aquele não era o mesmo público, nem a mesma organização e esquema de segurança que seriam usados durante a Eurocopa.

As autoridades tentam agora responder às críticas que começaram a surgir sobre a fragilidade da segurança no duelo entre Inglaterra e Rússia, que elas mesmos tinham classificado como grau 3 na escala de risco que vai até quatro, em um país que está há meses sobre alerta máximo contra atentados terroristas.

O "L'Équipe", principal jornal de referência na França, estampou hoje em sua capa uma foto de página inteira sobre os incidentes violentos em Marselha com a manchete "Vergonha".

Por sua vez, a Uefa avisou que pode eliminar Rússia e Inglaterra da Eurocopa caso torcedores das duas seleções voltem a brigar. A entidade máxima do futebol europeu, que só é responsável pela segurança nos estádios, também admitiu que houve problemas na separação das torcidas dentro do estádio Vélodrome.

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