Esporte

EUA seguram vitória contra o Equador e voltam às semifinais após 21 anos

17/06/2016 00h38

Seattle, 16 jun (EFE).- Os Estados Unidos fizeram valer o apoio da torcida no barulhento estádio CenturyLink Field, em Seattle, venceram o Equador por 2 a 1 nesta quinta-feira e se classificaram para as semifinais da Copa América pela segunda vez na história, a primeira desde 1995.

O CenturyLink Field é lembrado por ter sido palco de um terremoto de quase 2 graus na escala Richter em janeiro de 2014, provocado por 68.388 torcedores, durante partida de futebol americano entre Seattle Seahawks e New Orleans Saints.

Desta vez, a euforia não foi tão grande, mas mesmo assim o estádio esteve cheio, e o público apoio bastante a seleção da casa, que abriu 2 a 0, com gols de Dempsey, no primeiro tempo, e Zardes, depois do intervalo.

O Equador descontou com Arroyo e partiu para cima, mas mais uma vez ficou pelo caminho no torneio continental, em que não consegue se colocar entre os quatro melhores desde 1993, ano em que ficou com o quarto lugar. Desde então, foram sete quedas ainda na fase de grupos e uma também nas quartas.

Em sua quarta participação na Copa América, a primeira como anfitriões, os EUA esperam agora o vencedor do jogo entre Argentina e Venezuela, marcado para o próximo sábado, para saber se consegue ir além da quarta colocação de 21 anos atrás.

Os donos da casa tiveram apenas um desfalque, o lateral-direito Yedlin, expulso contra o Paraguai. Com isso, Besler entrou na esquerda e Johnson foi trocado de lado. No Equador, o zagueiro Erazo, do Atlético-MG, foi titular, enquanto o meia Cazares, seu companheiro de equipe no Galo, ficou no banco. O atacante Bolaños, do Grêmio, se recupera de lesão sofrida ainda na segunda rodada.

Empurrados pela torcida, os EUA começaram o jogo em cima e levaram perigo logo aos dois minutos. Jones tocou no bico direito da grande área para Zardes, que chutou rasteiro. A bola desviou e saiu em escanteio.

Mesmo pressionados, os visitantes também buscavam o ataque e criaram a primeira chance aos cinco, com Montero. O meia recebeu de Walter Ayoví, deixou dois defensores para trás e bateu no alto, encobrindo o travessão.

A bola parada já tinha rendido frutos aos americanos nesta Copa América e continou sendo uma arma forte. Aos 13 minutos, Bradley bateu escanteio da direita e Cameron cabeceou rente à trave. Pouco depois, aos 16, por baixo, Wood levou a melhor na velocidade contra Erazo e tocou na saída do goleiro Domínguez, mas também mandou para fora.

Mais organizada em suas ações ofensivas, a seleção anfitriã fez 1 a 0 aos 21 minutos. Dempsey tocou para Wood, que invadiu a área pela direita, retrocedeu e passou para Jones, que levantou na medida para o próprio Dempsey cabecear para a rede.

O camisa 8, referência técnica no time de Jürgen Klinsmann, voltou a aparecer aos 26, com chute cruzado da esquerda. Desta vez, Domínguez caiu e segurou. Dois minutos depois, a tentativa foi do Equador, com Paredes, que encarou a marcação na ponta direita e cruzou por baixo para Arroyo finalizar de primeira da marca do pênalti. Brooks se atirou na frente na bola e bloqueou.

As duas equipes buscavam o ataque, mas os EUA eram mais efetivos. Aos 42, Dempsey carregou pela esquerda e, com um toque de categoria, deixou Bedoya de frente para o gol, mas o volante não arrematou bem e facilitou o trabalho do goleiro, que pegou em dois tempos.

Nos acréscimos, aos 46, foi a vez de Busan sujar o uniforme. Brooks recebeu recuo na fogueira e foi desarmado. Arroyo recolheu, partiu em velocidade até entrar na área, aos trancos e barrancos, e encher o pé. Bem colocado no centro do gol, o goleiro fechou as pernas e cedeu o escanteio.

A torcida que lotou o CenturyLink Field prendeu a respiração logo na volta do intervalo, aos três minutos. Walter Ayoví cruzou da esquerda, Antonio Valencia resvalou na primeira trave e Enner Valencia se atirou na bola para tentar empatar de cabeça, mas não pegou como gostaria e errou o alvo.

Na sequência, aos seis, o clima esquentou, o árbitro colombiano Wilmar Roldán se enrolou e expulsou um de cada lado. Antonio Valencia recebeu cartão vermelho por acertar um pontapé em Bedoya, mas, na confusão, acabou levando Jones junto.

O jogo era lá e cá, e ficou mais aberto no dez contra dez. Aos 13 minutos, Dempsey tentou surpreender com um chute de longe e mandou por cima do travessão. Pouco depois, aos 15, Montero também bateu de fora, mas também exagerou.

Com a pontaria mais calibrada e mais precisa em suas tentativas, a seleção anfitriã aumentou a vantagem aos 19. Besler levantou, Zardes dividiu, e a sobra ficou com Dempsey, que bateu cruzado. Domínguez deu rebote, o próprio Zardes aproveitou e completou para o gol.

Mas o Equador não se entregava, e diminuiu aos 28 minutos, em cobrança de falta ensaiada. Walter Ayoví foi para a cobrança pela direita e fez um passe para Arroyo, que bateu de primeira, acertou o cantinho e venceu Guzan.

O empate poderia ter acontecido pouco depois, aos 30, mas os EUA se salvaram. Montero cruzou com estilo, de trivela, e achou Enner Valencia sozinho. Porém, o centroavante mais uma vez não acertou em cheio e cabeceou pela linha de fundo. Aos 33, o jogador do West Ham brigou, Walter Ayoví ficou com a rebatida e concluiu por cima.

Como era esperado, os equatorianos foram para o abafa nos instantes finais, mas não chegaram ao empate. Aos 40 minutos, Walter Ayoví deu um balão para a área buscando Arroyo, mas Guzan saiu bem e segurou.

A tentativa derradeira foi feita aos 45, em mais um cruzamento de Walter Ayoví. O lateral-esquerdo levantou, Brooks foi para o corte e por centímetros não marcou contra. Para alívio do defensor e da maioria dos torcedores no estádio, a bola passou perto da trave direita e saiu.



Ficha técnica:.

Estados Unidos: Guzan; Johnson, Cameron, Brooks e Besler; Bradley, Jones e Bedoya (Zusi); Dempsey, Zardes (Birnbaum) e Wood. Técnico: Jürgen Klinsmann.

Equador: Domínguez; Paredes (Jaime Ayoví), Mina, Erazo e Walter Ayoví; Gruezo (Ramírez) e Noboa (Gaibor); Antonio Valencia, Montero e Arroyo; Enner Valencia. Técnico: Gustavo Quinteros.

Árbitro: Wilmar Roldán (Colômbia), auxiliado pelos compatriotas Alexander Guzmán e Wilmar Navarro.

Cartões amarelos: Wood, Brooks e Bedoya (EUA); Antonio Valencia e Paredes (Equador).

Cartões vermelhos: Jones (EUA); Antonio Valencia (Equador)

Gols: Dempsey e Zardes (EUA); Arroyo (Equador).

Estádio: CenturyLink Field, em Seattle.

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